Bolsonaro apresenta melhora significativa, mas permanece na UTI
Ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas permanece na UTI.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve uma “boa evolução clínica”, conforme boletim médico do hospital DF Star. Apesar das melhorias nos aspectos tomográficos e dos marcadores inflamatórios, a alta da unidade de terapia intensiva (UTI) ainda não está prevista.
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira, 13, devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O tratamento inclui antibioticoterapia, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Na manhã desta quarta-feira, o médico Brasil Caiado informou que um novo exame mostrou uma melhora parcial do pulmão direito, enquanto o pulmão esquerdo ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.
Embora não haja previsão de alta da UTI, existe a expectativa de que, se a evolução positiva continuar, Bolsonaro possa ser transferido para um quarto ainda neste final de semana.
Caiado ressaltou que a prudência recomenda a permanência do ex-presidente na UTI para garantir segurança total e observar a evolução clínica e laboratorial. Ele acredita que a transferência pode ocorrer até o final de semana, mas não pode precisar o momento exato.
Na última sexta-feira, o médico mencionou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, resultado da aspiração de líquido do estômago devido a soluços frequentes.
O médico também destacou que, considerando o histórico de comorbidades de Bolsonaro, como esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico, a aspiração de refluxo para os pulmões pode causar pneumonia aguda e grave.
O tratamento para pneumonia grave bilateral geralmente exige internação que pode variar de sete a doze dias, dependendo da resposta do organismo ao antibiótico, conforme explicou Caiado.
Atualmente, Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
