Conclusão de inquérito sobre Banco Master pode ser antecipada por delação de Vorcaro após eleições
Investigações sobre o Banco Master podem se estender após as eleições de outubro.
O inquérito que investiga as fraudes no Banco Master e possíveis novas frentes de investigação pode se prolongar além das eleições de outubro. Fontes da Corte indicam que a quantidade de material a ser analisado é significativa.
A apuração, no entanto, pode ser acelerada caso ocorra uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o que poderia encurtar o prazo para a conclusão das investigações. A Polícia Federal (PF) ainda tem um vasto volume de material para analisar proveniente das três fases da operação Compliance Zero, que investiga crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção.
As investigações incluem perícias e análises de celulares apreendidos, além da necessidade de examinar milhares de operações bancárias do Banco Master e instituições associadas, assim como de Vorcaro e de pessoas e empresas ligadas a ele.
Recentemente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o inquérito por mais 60 dias. Essa decisão ocorreu em um momento em que a defesa de Vorcaro discute a possibilidade de uma delação premiada. O ministro mencionou que a PF solicitou a prorrogação para realizar diligências consideradas essenciais para esclarecer os fatos.
Mendonça decidiu, portanto, prorrogar o inquérito, considerando as razões apresentadas pela autoridade policial federal. Essa prorrogação das investigações da PF acontece duas semanas após a prisão preventiva de Vorcaro pela segunda vez, aumentando a pressão por sua colaboração.
Fontes próximas às negociações informam que emissários e advogados de Vorcaro sinalizaram a integrantes do Congresso Nacional e a pessoas envolvidas nas investigações que ele estaria disposto a fazer uma colaboração premiada, revelando informações que poderiam implicar diversas autoridades.
Na última segunda-feira, o novo advogado de Vorcaro, José Luiz de Oliveira Lima, teve uma audiência com André Mendonça e, conforme relatos, discutiu a possibilidade de uma delação.
O advogado não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, mas em declarações anteriores, afirmou que não comentaria o caso, ressaltando que se trata de uma situação singular e que não interagirá com a imprensa, exceto em questões pontuais.
