Autoridades do Rio Grande do Sul iniciam segunda fase de operação contra fraudes em tratamento domiciliar de saúde
Ministério Público do Rio Grande do Sul realiza nova fase da operação “Gollum II” contra fraudes em saúde domiciliar.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), lançou a operação “Gollum II”, visando desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes em tratamentos de saúde domiciliar do tipo “home care”. Esta ação é parte de um esforço contínuo para identificar novos membros da organização criminosa.
Nesta quarta-feira, 18 de março, foram executados 12 mandados de busca e apreensão em municípios como Canoas, Esteio e Passo Fundo, além de Balneário Camboriú em Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 12 milhões, oriundos de movimentações financeiras irregulares, cujas evidências foram coletadas na fase anterior da operação.
Os mandados visam a coleta de documentos, registros contábeis, equipamentos eletrônicos e mídias que possam esclarecer o fluxo financeiro ilícito. Ao todo, 12 novos alvos, incluindo nove pessoas físicas e três jurídicas, estão sendo investigados por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
Diego Pessi, promotor de Justiça responsável pelo caso, afirma que essa nova etapa é resultado da análise detalhada das evidências obtidas sobre o desvio de recursos públicos destinados ao atendimento domiciliar de saúde em Passo Fundo.
“A investigação financeira e digital revelou indícios significativos de ocultação patrimonial proveniente de crimes de estelionato contra o Estado”, ressalta Pessi.
Rogério Meirelles Caldas, coordenador estadual do Gaeco, destacou que a “asfixia financeira e a recuperação de ativos ilícitos são diretrizes fundamentais do MPRS, sendo executadas de forma integrada pelas equipes do Gaeco como parte do combate ao crime organizado”.
Pessi também acrescentou que esta fase da operação se concentra em desmantelar o mecanismo de lavagem de dinheiro operado pela organização, com o objetivo de restituir os valores desviados do erário.
Ofensiva anterior
A fase inicial da operação foi desencadeada em Passo Fundo no dia 4 de dezembro de 2024, resultando na desarticulação de um esquema de fraudes no serviço de home care que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde. Na ocasião, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.
A investigação revelou a existência de quatro núcleos criminosos compostos por familiares, prestadores de serviços, advogados e outros colaboradores. Os esforços culminaram em 13 de maio do ano passado com denúncias contra 23 indivíduos, estabelecendo uma base sólida de provas que possibilitou a continuidade das investigações na segunda fase da operação.
