Companhias aéreas continuam a cancelar voos no Oriente Médio nesta quinta-feira

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Companhias aéreas mantêm redução de voos no Oriente Médio após conflitos recentes.

As companhias aéreas de diversos países continuam a suspender operações no Oriente Médio, refletindo a instabilidade na região. A situação se agravou após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã no final de fevereiro.

De acordo com dados recentes, cinco das principais companhias aéreas da região, incluindo Air Arabia, Emirates Airlines, Etihad Airways, FlyDubai e Qatar Airways, apresentaram uma queda significativa no número de voos. Em 24 de fevereiro, foram registrados 2.056 voos, enquanto que em 18 de março, esse número caiu para apenas 896.

As transportadoras têm anunciado cancelamentos e suspensões de rotas em resposta ao aumento das tensões. Ethiopian Airlines, por exemplo, cancelou voos de e para várias cidades, incluindo Amã e Beirute, até novo aviso. Royal Air Maroc também suspendeu suas operações para Dubai e Doha até 31 de março.

Turkish Airlines permitiu que passageiros com passagens compradas antes de 28 de fevereiro alterem suas datas ou solicitem reembolso, uma medida que se estende até 30 de abril. Etihad Airways confirmou voos para algumas cidades, mas todas as outras rotas comerciais permanecem canceladas.

Emirates Airlines e FlyDubai estão operando um número limitado de voos e também oferecem opções de alteração e reembolso para passagens compradas até abril. Qatar Airways, por sua vez, suspendeu temporariamente suas operações, prometendo retomar quando as autoridades julgarem seguro.

Além disso, outras companhias, como Lufthansa e Air France, também suspenderam voos para várias cidades da região até o final de março. A British Airways e a American Airlines informaram que os passageiros podem alterar suas viagens sem taxas de remarcação, refletindo a preocupação com a segurança dos voos.

ESCALADA NA TENSÃO

A escalada do conflito entre os EUA e o Irã começou a se intensificar após declarações do presidente americano, que indicou a possibilidade de um ataque em resposta a ameaças percebidas. As tensões aumentaram ainda mais com a insistência dos EUA em que o Irã não desenvolvesse armas nucleares.

Autoridades iranianas expressaram disposição para dialogar, mas sob a condição de que os EUA reconheçam seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos. A falta de um acordo nas conversas diplomáticas recentes contribuiu para a incerteza na região.

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