CPMI do INSS convoca Galípolo e Campos Neto para depoimento

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CPMI do INSS convoca autoridades para depor sobre irregularidades em empréstimos consignados

A CPMI do INSS aprovou, na última quinta-feira, convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, compareçam à comissão para prestar esclarecimentos sobre irregularidades relacionadas a empréstimos consignados realizados por instituições financeiras.

Além das questões sobre os empréstimos consignados, ambos os convidados também serão questionados sobre a atuação do Banco Central no caso do Banco Master, que está sob investigação. A pressão sobre Campos Neto e Galípolo reflete a crescente insatisfação tanto do governo quanto da oposição em relação à gestão da autoridade monetária.

Uma investigação da Polícia Federal revelou que, durante a gestão de Campos Neto e Galípolo, servidores do Banco Central mantinham ligações com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Entre os suspeitos está Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, que teria atuado como “consultor informal” do banco e realizado transações financeiras questionáveis.

Outro nome envolvido é Belline Santana, que liderou o Departamento de Supervisão Bancária em 2025. Ele é acusado de receber pagamentos de Vorcaro para favorecer os interesses do Banco Master de maneira irregular. Ambos foram afastados de suas funções no Banco Central em janeiro, quando a investigação interna sobre o caso foi iniciada.

A CPMI também autorizou o compartilhamento de provas relacionadas a quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que podem ser relevantes para a investigação em curso.

Câmera escondida

O presidente da CPMI, Carlos Viana, revelou que há suspeitas de que uma pessoa teria tentado entrar na sala-cofre da comissão com uma “câmera escondida”, visando obter informações sigilosas coletadas pela Polícia Federal. Caso essa suspeita se confirme, uma investigação será aberta para apurar os fatos.

A declaração de Viana foi uma resposta a uma nota divulgada pela Polícia Federal, na qual a corporação afirmava que a CPMI havia reinserido dados de Vorcaro no sistema após a exclusão determinada pelo STF. O presidente da CPMI considerou a nota “despropositada” e protocolou um pedido ao ministro do STF, André Mendonça, para que os dados do celular do banqueiro sejam devolvidos, indicando quais informações podem ser utilizadas na investigação sem comprometer o inquérito em andamento.

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