CESAR Manaus e CBA implementam IoT e computação de borda para impulsionar a bioeconomia na Amazônia

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CESAR Manaus apresenta solução inovadora para monitoramento agrícola na Amazônia.

A unidade do CESAR em Manaus (AM), através do Lab IoT, desenvolveu uma solução de monitoramento que combina bioinsumos de liberação controlada com uma rede de sensores de Internet das Coisas (IoT). Essa iniciativa, voltada para o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), visa resolver um problema histórico enfrentado pelos agricultores da região: a lixiviação, que ocorre quando as chuvas arrastam fertilizantes antes que as plantas possam utilizá-los.

O projeto é um passo significativo na diversificação da matriz econômica da Amazônia, aplicando tecnologias de monitoramento industrial e análise de dados, características do setor de manufatura, ao contexto da bioeconomia. O desenvolvimento contou com financiamento proveniente de recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para isso, foram criadas “bioesferas” poliméricas utilizando resíduos amazônicos, projetadas para liberar nutrientes de forma gradual, minimizando desperdícios e evitando a contaminação dos lençóis freáticos. Contudo, a validação da eficácia dessa solução ainda era necessária.

“Desenvolvemos uma estação de monitoramento subterrânea com sensores que medem variáveis físico-químicas críticas. Através de edge computing, transformamos esses dados em visualizações claras de performance”, afirma um dos gerentes do CESAR Manaus. Ele ressalta que a tecnologia do CBA mantém a nutrição das plantas estável, ao contrário dos métodos tradicionais que causam perdas imediatas.

Para monitorar o que acontece abaixo da superfície, a equipe do CESAR Manaus criou uma sonda IoT, projetada para operar em condições de campo. Este dispositivo é enterrado junto às raízes das plantas e realiza medições contínuas de variáveis como umidade, pH, temperatura e a concentração de macronutrientes (NPK – Nitrogênio, Fósforo e Potássio).

A solução utiliza computação de borda para processar as informações localmente antes de serem enviadas, o que melhora a eficiência em áreas com conectividade limitada. Após a análise, os dados são transmitidos para um sistema que apresenta um painel de controle com informações em tempo real, permitindo que os pesquisadores acompanhem a liberação dos nutrientes de maneira precisa.

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