Caminhoneiros optam por não grevar após ações do governo federal
Assembleia de caminhoneiros decide não entrar em greve após novas regras do governo federal
Uma assembleia realizada no litoral de São Paulo, envolvendo entidades representativas de caminhoneiros, optou nesta quinta-feira por não declarar greve da categoria. A decisão ocorreu em resposta a medidas implementadas pelo governo federal que visam regularizar a definição dos fretes em um cenário de alta nos preços do diesel.
A possibilidade de uma paralisação semelhante à de 2018 havia sido levantada por alguns representantes do setor, que viam a greve como uma forma de protesto contra o descumprimento da Lei de Fretes Mínimos e o aumento contínuo dos preços dos combustíveis.
O resultado da assembleia foi comunicado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, após o encontro organizado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira.
Recentemente, o governo federal editou uma medida provisória que impõe regras mais rígidas para a regulamentação do frete e oferece maior proteção aos caminhoneiros. Essa nova legislação reforça a obrigatoriedade do cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas e aumenta as penalidades para aqueles que não respeitarem essa norma, com multas que podem variar entre R$1 milhão e R$10 milhões por operação.
Além disso, as novas diretrizes estabelecem a obrigatoriedade do registro de todas as operações de frete, permitindo que a Agência Nacional de Transportes Terrestres identifique e bloqueie operações que sejam realizadas abaixo do valor legal estipulado.
