Governo de Cláudio Castro responde a Moraes sobre imagens de operação policial que resultou em 121 mortes
Governo do Rio de Janeiro cumpre determinações do STF sobre megaoperação policial que resultou em 121 mortes.
O governo do Rio de Janeiro comunicou ao Supremo Tribunal Federal que já implementou todas as diretrizes estabelecidas pelo ministro Alexandre de Moraes relacionadas ao envio das imagens originais da megaoperação policial realizada em outubro de 2025. Esta operação é considerada a mais letal da história do estado, resultando em 121 mortes.
O ministro Moraes havia solicitado que os arquivos fossem enviados em seu formato original, sem qualquer tipo de conversão ou compressão que pudesse comprometer a qualidade ou a integridade dos dados. Ele também exigiu que o estado fornecesse o software necessário para a visualização dos vídeos, além de uma lista com os códigos hash de cada arquivo, para assegurar a autenticidade das informações.
Em resposta ao STF, a Secretaria de Polícia Civil do estado informou que já havia sinalizado as dificuldades técnicas enfrentadas e garantido que os problemas seriam resolvidos. A secretaria destacou que entrou em contato com o Departamento-Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, assim como com a empresa responsável pela gestão das câmeras corporais, o que possibilitou a extração dos registros em formato original e a geração dos códigos hash individualizados.
Após a extração dos dados, a secretaria afirmou que os arquivos foram gravados em um dispositivo físico e enviados à Polícia Federal, acompanhados da informação de que estavam disponíveis para perícia. No documento, o estado ressalta que tomou as providências necessárias antes da ordem do ministro Moraes.
Adicionalmente, a secretaria informou que as informações dos laudos cadavéricos foram encaminhadas à Diretoria-Geral da Polícia Federal para a realização da perícia, incluindo a transcrição e elaboração do laudo pericial. Um dispositivo físico com fotografias adicionais das necropsias também foi enviado, com o intuito de apoiar a instrução técnica dos trabalhos periciais.
Conforme o governo de Cláudio Castro, as gravações audiovisuais das necropsias foram de responsabilidade do Ministério Público, e o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica não teve acesso a essas imagens.
