Artigo discute a necessidade de não dar atenção a comportamentos extremos
Marcas buscam inovação, mas muitas vezes caem na armadilha das tendências passageiras.
As marcas parecem estar cada vez mais inclinadas a se juntar à onda das tendências momentâneas. Embora essa estratégia possa gerar cliques, raramente resulta em um impacto duradouro. Muitas empresas trocam um posicionamento sólido por um brilho efêmero nas redes sociais, ignorando conselhos valiosos sobre a importância de estabelecer uma identidade própria e um destino digital autônomo.
Na minha experiência como diretora criativa e jornalista, percebo que a verdadeira inovação vai além de simplesmente seguir a maré. Trata-se de encontrar maneiras eficazes de mostrar ao cliente que o seu produto é essencial em sua rotina.
O “hahaha” que não converte
O desejo de fazer o público rir é comum, mas o que acontece depois disso? Muitas vezes, o cliente reage com um “hahaha, que legal!” e não toma nenhuma ação. O que foi realmente comunicado? Que a empresa é moderna e possui um marketing atualizado? Mas onde ficam o relacionamento, a construção de confiança e o interesse genuíno do cliente em entrar em contato para uma cotação?
A angústia pela inovação nas redes sociais é um tema que merece atenção. A busca por uma inovação vazia, que é mais estética do que estratégica, leva as marcas a priorizarem a validação externa, como curtidas e comentários, em detrimento de um impacto real. Isso resulta em uma armadilha da cultura performática, onde a essência da marca se perde.
É cilada, Bino!
Não estou sugerindo que ignoremos o mundo ao nosso redor. O que precisamos entender é que existe uma grande diferença entre criar um tom de voz autêntico e simplesmente imitar o que todos estão fazendo por conta do hype.
O uso indiscriminado de tendências pode diluir a identidade de uma marca. Quando a comunicação muda a cada novo meme, a empresa se torna indistinguível de seus concorrentes. As consequências são claras:
- Perda de credibilidade: a marca pode parecer desesperada por atenção.
- Desalinhamento estratégico: o conteúdo pode deixar de atender ao propósito da empresa.
- Risco de “deinfluencing”: o público, em busca de autenticidade, pode rejeitar a superficialidade excessiva.
Escuta tua mãe…
Produzir conteúdo de qualidade não é uma tarefa simples. Embora a Inteligência Artificial facilite esse processo, conectar-se com o público apenas replicando o que é comum não é a solução. É crucial lembrar do conselho que todos nós ouvimos: TUA MARCA NÃO É TODO MUNDO!
