Conflito entre aliados dificulta definição de palanques para Lula

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Conflitos entre aliados de Lula dificultam formação de alianças eleitorais para 2026.

As disputas internas entre grupos que apoiam o presidente em diversos Estados estão atrasando a definição de alianças para as eleições de 2026. Em pelo menos quatro Estados, as rivalidades têm gerado impasses significativos na montagem de palanques eleitorais para a reeleição do petista.

No Maranhão, a situação é particularmente tensa, com conflitos entre aliados que resultaram em mudanças drásticas nos planos eleitorais, além de judicializações. O governador Carlos Brandão, que não está afiliado a nenhum partido, e o ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino, têm protagonizado uma disputa acirrada.

A relação entre Brandão e Dino, que foi vice-governador durante os dois mandatos do ex-governador, se deteriorou após a suspensão do processo de escolha para vagas no Tribunal de Contas do Estado, uma decisão que ocorreu em março de 2024, menos de um mês após Dino assumir o cargo no Supremo.

O embate se agravou quando o ministro do STF decidiu suspender a escolha de um candidato indicado por Brandão ao TCE-MA, alegando discrepâncias nos procedimentos adotados. Essa situação gerou um clima de desconfiança e competição entre os aliados.

Brandão, que tinha a intenção de se candidatar ao Senado, enfrenta a possibilidade de ter que renunciar ao cargo atual. Essa renúncia deixaria o governo sob a responsabilidade de seu vice, Felipe Camarão, que se tornou um adversário político.

O governador maranhense deseja lançar a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão, do MDB, ao governo do Estado. Enquanto isso, Camarão se alinha ao grupo de Dino, complicando ainda mais a dinâmica política local.

No último sábado, Orleans Brandão anunciou sua pré-candidatura, afirmando contar com o apoio de 182 dos 217 prefeitos do Maranhão, o que demonstra sua força política na região.

Eis outros impasses envolvendo aliados de Lula:

  • Distrito Federal – Leandro Grass, do PT, e Ricardo Cappelli, do PSB, disputam a representação da centro-esquerda na corrida ao governo local;
  • Pernambuco – O prefeito João Campos, pré-candidato do PSB ao governo, busca apoio exclusivo de Lula, enquanto a governadora Raquel Lyra deseja a neutralidade do presidente nas eleições;
  • Rio Grande do Sul – A ex-deputada Juliana Brizola, do PDT, e Edegar Pretto, do PT, disputam a candidatura ao governo, com a expectativa de formação de um palanque único da centro-esquerda.

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