Gaúchos se destacam e conquistam o Mundial Brangus
Gaúchos dominam o Mundial Brangus 2026 em Londrina, reafirmando sua liderança na genética da raça.
O Mundial Brangus 2026 culminou com uma celebração da evolução genética da raça no Brasil, destacando a predominância dos criadores gaúchos em Londrina. Com 67% dos prêmios nas categorias de rústicos e argola, o Rio Grande do Sul se consolidou como um polo de referência técnica e genética no Brangus.
Um dos grandes destaques do evento foi a terneira B666, da Agroottoni, que conquistou o título de Suprema Top Terneira. O sucesso da fêmea é fruto de um rigoroso trabalho de seleção, que une investimentos em genética e parcerias estratégicas entre criatórios. O prestígio foi tão grande que o animal foi vendido por R$ 168 mil durante o leilão Noite dos Campeões, evidenciando o valor da genética apresentada.
A Agroottoni também se destacou ao conquistar o título de Reservado de Grande Campeão Terneiro com B886, solidificando ainda mais sua presença entre os premiados. O criador Élio Ottoni expressou felicidade pelos resultados, que refletem um trabalho de seleção consistente, já mostrando frutos nas pistas com descendentes da mesma linhagem.
No segmento das fêmeas adultas, o Rio Grande do Sul brilhou com uma dobradinha. A vaca com cria ao pé L1072TE, da Cabanha Vacacaí, em parceria com a Fazenda Ramada, conquistou o título de Grande Campeã e Suprema Adulta. O criador Raul Southall emocionou-se ao falar sobre o apoio familiar e a dedicação coletiva que levaram ao sucesso do plantel. A reservada de Grande Campeã ficou com a novilha Ignacia FIV3739, da Cabanha Recalada.
Entre os machos, o touro TE8048, da Cabanha Juquiry, foi premiado com o Grande Campeonato e o título de Supremo Adulto, demonstrando o avanço genético do rebanho gaúcho nessa categoria. A Agroottoni completou o pódio com o reservado de Grande Campeão.
O presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, atribuiu o sucesso gaúcho à união dos criadores e ao compromisso de levar à Londrina o que há de melhor em genética. “Os criadores atenderam ao chamado e vieram em peso. O resultado está nas pistas: 67% dos prêmios ficaram no Rio Grande do Sul”, afirmou.
O desfecho dos julgamentos evidencia que o Brasil atinge um momento de maturidade genética na raça Brangus, com os criatórios gaúchos liderando esse processo com consistência e resultados expressivos.
