IA física traz transformação quase genética para o setor de telecomunicações, afirma Ericsson
Inteligência artificial física promete revolucionar as telecomunicações.
A inteligência artificial física está prestes a transformar as infraestruturas de telecomunicações, com implicações significativas no mundo real. Essa mudança, conforme destacado por um executivo da Ericsson, representa uma evolução quase genética na forma como as redes são projetadas e operadas.
Durante um evento importante do setor, foi apresentada a visão da empresa sobre o futuro das telecomunicações. A aplicação de IA na gestão das redes não apenas reduz custos operacionais, mas também melhora a qualidade do serviço e libera capital. Isso torna as operadoras mais competitivas e abre portas para novos modelos de negócio, desde que a transição para as redes do futuro seja centrada nas necessidades humanas.
O executivo enfatizou que as redes não serão mais projetadas apenas para o uso humano, mas também para uma nova era de inteligência artificial física, alterando completamente a lógica da indústria. Essa nova abordagem visa integrar robôs, drones, óculos de realidade aumentada e câmeras inteligentes, que gerarão um grande volume de dados.
Para lidar com esse aumento de dados, será necessário implementar uma arquitetura de rede descentralizada que permita a inferência de baixa latência e o processamento de dados nas bordas da rede, uma prática conhecida como edge computing. Isso garantirá respostas em tempo real sem sobrecarregar os dispositivos conectados.
A Ericsson pretende apoiar as operadoras em três áreas principais: a adoção do 5G standalone, que oferece maior flexibilidade, o uso de fatiamento de rede para criar redes virtuais, e a monetização de APIs, permitindo que as operadoras desenvolvam novas fontes de receita. Além disso, a automação da gestão da rede será fundamental para torná-las mais autônomas e econômicas.
O futuro das telecomunicações também inclui a próxima geração de redes móveis, o 6G, prevista para 2030. Essa nova tecnologia já estará integrada a uma arquitetura nativa em IA, com capacidades avançadas, como o sensoriamento de rede. Iniciativas como o Open Telco AI visam desenvolver uma inteligência artificial especializada em telecomunicações, focando em automação mais segura e específica para o setor.
