Kim Jong-un declara status nuclear da Coreia do Norte como ‘irreversível’ e ameaça Coreia do Sul com ‘preço implacável’

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Coreia do Norte reafirma compromisso com status nuclear em discurso de Kim Jong-un.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou que o país não tem intenção de renunciar ao seu status como potência nuclear. A afirmação foi feita durante um discurso no Parlamento em Pyongyang, onde o líder destacou a importância de consolidar a posição do país no cenário internacional.

Kim enfatizou que a nação seguirá um caminho irreversível na consolidação de seu status nuclear, enquanto intensifica a luta contra o que considera forças hostis. Essa declaração ocorre em um contexto de crescente tensão na península coreana, especialmente em relação à Coreia do Sul, que Kim descreveu como o estado mais hostil para o regime norte-coreano.

Além das questões nucleares, Kim Jong-un apresentou um novo plano econômico de cinco anos, que será implementado paralelamente ao fortalecimento do programa de armamentos nucleares. O regime pretende aumentar sua capacidade de dissuasão, ao mesmo tempo em que busca melhorar as condições de vida da população através de investimentos na economia.

Em termos orçamentários, o governo norte-coreano anunciou que 15,8% do orçamento de 2026 será destinado à defesa. Essa decisão reflete a prioridade que o regime dá ao setor militar, com a intenção de sustentar o avanço do programa nuclear, que é classificado como uma medida de autodefesa.

Durante a sessão do Parlamento, também foram aprovadas mudanças constitucionais e lidas mensagens de apoio de líderes internacionais, incluindo uma do presidente da Rússia, que reafirmou o compromisso em aprofundar a parceria estratégica entre Moscou e Pyongyang. Essas ações reforçam a intenção do regime de manter e expandir seu arsenal nuclear como um pilar central de sua estratégia política e militar.

Mudanças no cenário nuclear global

O panorama das armas nucleares no mundo pode passar por transformações significativas. A Coreia do Norte não será o único país a expandir seu arsenal, especialmente após o término do último acordo que limitava as armas estratégicas entre as duas maiores potências nucleares, Rússia e Estados Unidos.

Essas duas nações concentram cerca de 90% das ogivas nucleares globais. Com o vencimento do tratado New START, não há mais um acordo em vigor que imponha limites aos arsenais nucleares de ambos os países, o que pode levar a uma nova corrida armamentista.

Além disso, outros sete países possuem ogivas nucleares, conforme levantamento recente. O aumento do arsenal nuclear global pode ter implicações profundas na segurança internacional e nas relações entre nações, exigindo atenção redobrada da comunidade global.

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