Castro deixa o Governo do RJ um dia antes do julgamento no TSE

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Governador do Rio de Janeiro renuncia para concorrer ao Senado

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira, afirmando que deixa o Palácio Guanabara com a “cabeça erguida”.

A decisão ocorre em um momento estratégico, já que Castro se prepara para se candidatar ao Senado nas eleições de outubro. Sua saída é marcada pela iminência de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia resultar na cassação de seu mandato e torná-lo inelegível.

Em um pronunciamento à imprensa, Castro refletiu sobre sua trajetória, destacando que, como ex-vereador, sua ascensão ao cargo de governador foi inesperada. Ele enfatizou a importância de seu papel e como a figura do governador voltou a ser respeitada no estado.

Durante a fala de 20 minutos, Castro elencou as realizações de seu governo, incluindo investimentos em segurança pública e melhorias em saneamento básico. Ele também fez críticas ao ex-governador Wilson Witzel, ressaltando a importância de valorizar a posição que ocupa.

Com a renúncia, Castro busca facilitar a realização de uma eleição indireta para um mandato-tampão, que se estenderá até o final deste ano. A cassação de seu mandato poderia levar a uma eleição direta, o que diminuiria sua influência sobre a escolha de seu sucessor.

Além disso, a renúncia tem o objetivo de adiar o julgamento que atualmente está com um placar desfavorável a Castro. Ele tenta prolongar a discussão sobre sua inelegibilidade para viabilizar sua candidatura ao Senado.

A carta de renúncia será formalizada em um evento no Palácio Guanabara, onde o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro, assumirá interinamente o cargo.

A linha sucessória que resultou na transição de poder começou em maio, quando Castro persuadiu o ex-vice-governador Thiago Pampolha a deixar o cargo, abrindo espaço para Rodrigo Bacellar na Assembleia Legislativa. O plano inicial previa a renúncia de Castro para que Bacellar fosse escolhido como “governador-tampão”.

No entanto, o plano foi comprometido pela prisão de Bacellar, que ocorreu sob suspeita de envolvimento em vazamento de informações. Com sua saída, Guilherme Delaroli assumiu a presidência da Assembleia, mas, como interino, não poderá ocupar o governo em caso de vacância dos cargos.

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