Brasil reafirma apoio a Bachelet na liderança da ONU
Governo brasileiro mantém apoio à candidatura de Michelle Bachelet à ONU, apesar de mudanças no Chile.
O governo brasileiro reafirma seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet à secretaria-geral da ONU, mesmo após a retirada do respaldo do governo chileno sob a presidência de José Antonio Kast.
Bachelet, que já ocupou a presidência do Chile em dois mandatos e teve experiência em órgãos da ONU, é vista pelo Planalto como a candidata mais qualificada entre os concorrentes. Sua trajetória política e conhecimento da dinâmica interna da organização são considerados diferenciais importantes.
Atualmente, o cargo de secretário-geral é ocupado por António Guterres. O governo chileno, agora sob Kast, adotou uma postura neutra em relação à candidatura de Bachelet, reconhecendo sua importância histórica, embora tenha retirado o apoio formal.
O apoio à candidatura de Bachelet havia sido estabelecido durante o governo anterior de Gabriel Boric, que era aliado da ex-presidente. Com a nova administração, a posição do Chile se alterou, complicando a situação política da candidata.
No cenário atual, há quatro candidatos à secretaria-geral, sendo três deles da América Latina: Bachelet, Rafael Mariano Grossi, da Argentina, e Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica. Macky Sall, ex-presidente do Senegal, representa a candidatura africana.
A retirada do apoio do Chile apresenta um desafio significativo para Bachelet, que pode enfrentar críticas de seus opositores. No entanto, não há impedimentos jurídicos que a impeçam de ser eleita, mesmo sem o suporte de Santiago.
O Brasil optou por manter seu apoio à candidatura de Bachelet, enquanto observa a evolução da situação política no Chile. O país não se manifestou publicamente, aguardando a redução das tensões internas.
A escolha do novo secretário-geral não será decidida na Assembleia Geral, mas sim pelo Conselho de Segurança, onde potências como EUA, China e Rússia exercem poder de veto.
A China já indicou que só apoiará uma candidata latino-americana que tenha consenso em seu país, o que não é o caso de Bachelet neste momento.
Embora o Brasil reconheça os desafios enfrentados por Bachelet, acredita que o processo ainda está em sua fase inicial. As discussões entre os candidatos em Nova York devem começar em abril, e outros concorrentes também poderão enfrentar dificuldades com os membros permanentes do Conselho.
Rafael Grossi, indicado por Javier Milei, enfrenta desconfiança por parte de China e Rússia, especialmente devido à sua ambiguidade em relação a conflitos no Oriente Médio e sua proximidade com os Estados Unidos.
