Alta do boi gordo é impulsionada pela oferta limitada e demanda aquecida da China
Mercado do boi gordo apresenta alta devido à oferta restrita e demanda firme.
O mercado físico do boi gordo teve um desempenho positivo, com novos negócios acima da média, sustentados pela combinação de oferta restrita e uma demanda robusta, especialmente vinda da China. Frigoríficos enfrentam dificuldades para prolongar as escalas de abate, resultado da escassez de animais prontos para o abate.
O cenário atual favorece os pecuaristas, que mantêm a oferta controlada devido a boas condições de pastagem. Enquanto isso, a demanda externa permanece aquecida, com importadores chineses e exportadores brasileiros acelerando os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho se o ritmo continuar.
Os preços da arroba do boi gordo variam conforme a região. Em São Paulo, a média foi de R$ 357,67, enquanto Goiás registrou R$ 339,82. Em Minas Gerais, o valor foi de R$ 343,24, enquanto Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram preços de R$ 348,30 e R$ 350,00, respectivamente.
Mercado Atacadista
No setor atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna mostra sinais de enfraquecimento, com consumidores priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.
Quanto aos cortes de carne bovina, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda. Essa valorização da moeda americana contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.