EUA Consideram Desdobrar 10 Mil Soldados no Oriente Médio, Revela Jornal

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Trump intensifica pressão sobre o Irã com possíveis ações militares e negociações em andamento.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos está considerando o envio de mais 10 mil soldados para o Oriente Médio, em um movimento que pode intensificar a presença militar na região. A informação foi divulgada em meio a especulações sobre uma possível operação terrestre no Irã, com foco na estratégica ilha de Kharg, vital para a exportação de petróleo iraniano.

Com essa medida, o presidente Trump ampliaria as opções militares disponíveis, enquanto também busca negociar um acordo com o Irã. Trump anunciou um novo prazo de 10 dias antes de autorizar ataques contra usinas de energia iranianas, o que sugere uma tentativa de equilibrar pressão militar e diplomática.

Se o Pentágono confirmar o envio das tropas, isso se somaria aos 5 mil fuzileiros navais e a milhares de paraquedistas já posicionados na região. O plano inclui ainda o envio de veículos blindados, embora a localização exata das novas forças ainda não tenha sido definida. A intenção é posicioná-las a uma distância que permita um ataque rápido, se necessário.

Em um contexto mais amplo, Trump reiterou a ampliação do adiamento de ataques, agora estendendo a suspensão por mais 10 dias até 6 de abril. Ele afirmou que as negociações com o Irã estão progredindo, embora mediadores tenham indicado que Teerã não solicitou um novo prazo, contradizendo a afirmação do presidente americano.

Trump expressou incerteza sobre a viabilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, alegando que o Irã está desesperado por negociações. Enquanto isso, os Estados Unidos apresentaram um plano de 15 pontos que inclui exigências rigorosas, como a proibição do desenvolvimento de armas nucleares e a limitação de mísseis, além da desativação de usinas de enriquecimento de urânio.

O Irã, por sua vez, rejeitou a proposta, classificando-a como irrealista e excessiva, e afirmou que não permitirá que Trump determine o desfecho do conflito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, comentou que os EUA reconhecem sua “derrota” nas negociações, ressaltando que, atualmente, as interações são apenas indiretas.

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