Damares reprova declaração de Gilmar sobre vazamentos da CPMI como “vexame”

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Senadora Damares Alves defende assessores após críticas de Gilmar Mendes sobre CPMI do INSS.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) expressou sua indignação em relação às declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF, durante a sessão da CPMI do INSS. Mendes criticou o vazamento de dados sigilosos e mencionou condutas inadequadas de alguns integrantes do colegiado.

Em sua fala, Damares enfatizou que sua intenção não era defender parlamentares, mas sim proteger a reputação dos assessores que trabalharam na investigação. Para ela, o trabalho desses profissionais não deve ser desmerecido de forma generalizada.

“Eu estou indignada com as falas do ministro Gilmar, e eu não vou defender parlamentar aqui agora, não. Eu vou defender as honrosas, valentes, incríveis assessoras da direita e da esquerda que estavam dentro da sala-cofre comigo.”

A senadora também contestou a afirmação de Gilmar sobre a suposta utilização de óculos com tecnologia de gravação na sala-cofre, argumentando que essa crítica generalizou comportamentos e prejudicou injustamente os profissionais envolvidos na comissão.

“Porque quando ele fala que bandidos estavam com óculos dentro daquela sala-cofre para filmar, eu me encontrei rapidamente com o Pimenta, com o Evair, com o Moro, nenhum dos três tinha óculos, não tinha. Mas ele [Gilmar Mendes] joga na vala. Ele joga numa vala comum essas assessoras incríveis que passaram horas dentro daquela sala-cofre.”

Damares ressaltou a colaboração entre assessores de diferentes partidos durante os trabalhos da CPMI, destacando que a luta contra a corrupção uniu os integrantes, independentemente de suas ideologias políticas.

“Nós dividimos marmita naqueles dias, nós dividimos o nosso lanche, nós nos indignamos juntas. Não importa se somos direita ou esquerda, a corrupção incomoda todas nós. Então eu venho aqui hoje, presidente, em nome não só das assessoras, mas dos assessores meninos também.”

A parlamentar também mencionou a importância de preservar a reputação dos profissionais que atuaram na comissão, além de abordar o impacto emocional que os conteúdos analisados causaram durante as investigações.

“Não se joga na vala a história de profissionais, de homens e mulheres honrados que nós temos aqui nos servindo todos os dias. E que ficamos indignadas de ver a forma como bandidos objetificaram mulheres, como eles se referiam às suas esposas, às suas amantes e às suas ficantes. Isso nos incomodava, presidente.”

Por fim, Damares enfatizou os momentos de forte abalo emocional vividos durante a análise do material e reiterou sua crítica à generalização feita por Gilmar Mendes, pedindo o devido reconhecimento ao trabalho dos assessores da CPMI.

“Teve momento de a gente parar e a gente se recompor enquanto mulheres, de tanta coisa absurda que a gente viu. E o ministro Gilmar não tinha o direito de jogar todos os nossos assessores numa vala de lama, especialmente as meninas mulheres assessoras dessa casa. Eu precisava fazer esse registro para honrar o trabalho de nossos fiéis assessores que deram a vida por essa CPMI.”

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