CPMI do INSS solicita ao STF a prisão de 21 suspeitos em esquema de fraude bilionária

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CPMI do INSS solicita prisão preventiva de 21 investigados por fraudes em benefícios previdenciários.

A CPMI do INSS enviou ao STF um pedido de prisão preventiva contra 21 indivíduos suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes relacionadas a benefícios previdenciários. As acusações incluem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A solicitação foi feita pela Advocacia do Senado Federal e endereçada ao ministro relator do caso. O pedido fundamenta-se em dispositivos constitucionais, normas da Lei das CPIs e no Código de Processo Penal.

Essa ação está vinculada a um inquérito da Polícia Federal e é um dos principais desdobramentos da operação Sem Desconto. As investigações revelam que o esquema operava através de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, realizados por entidades associativas que mantinham convênios com o INSS. O prejuízo estimado com essas fraudes ultrapassa R$ 7 bilhões entre 2015 e 2025, afetando mais de 10 milhões de beneficiários.

Documentos e depoimentos coletados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União embasaram o pedido de prisão. O requerimento foi aprovado por unanimidade pela CPMI em setembro de 2025. Entre os fundamentos para a solicitação estão indícios de autoria e materialidade, além de riscos à ordem pública e à instrução processual, como a coação de testemunhas, ocultação de provas e a possibilidade de fuga dos envolvidos.

As conclusões da comissão são baseadas em informações da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União, além de depoimentos obtidos durante as investigações.

Confira a lista com os 21 investigados:

  1. Adelino Rodrigues Junior: sócio de assessoria;
  2. Alessandro Antônio Stefanutto: ex-presidente do INSS;
  3. Alexandre Guimarães: ex-diretor do INSS;
  4. André Paulo Félix Fidelis: ex-diretor de Benefícios do INSS;
  5. Antônio Carlos Camilo Antunes: “Careca do INSS” (operador financeiro);
  6. Cecília Rodrigues Mota: operadora financeira;
  7. Domingos Sávio de Castro: sócio de assessoria;
  8. Eric Douglas Martins Fidelis: advogado;
  9. Geovani Batista Spiecker: ex-diretor do INSS;
  10. Jucimar Fonseca da Silva: funcionário do INSS;
  11. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira: empresária;
  12. Márcio Alaor de Araújo: ex-executivo financeiro;
  13. Maurício Camisotti: empresário;
  14. Milton Salvador de Almeida Junior: sócio de empresas;
  15. Philipe Roters Coutinho: agente da PF;
  16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida: funcionário do INSS;
  17. Romeu Carvalho Antunes: sócio de empresas;
  18. Rubens Oliveira Costa: sócio de empresas;
  19. Thaisa Hoffmann Jonasson: sócia de consultoria;
  20. Vanderlei Barbosa dos Santos: ex-diretor do INSS;
  21. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho: ex-procurador-geral da PFE-INSS.

Além dos pedidos de prisão, o relator da CPMI incluiu em seu parecer uma recomendação de indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.

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