Relatório da CPMI do INSS solicita indiciamento de 216 indivíduos

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Relatório da CPMI do INSS solicita indiciamento de 216 pessoas por fraudes em benefícios.

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS apresenta um pedido de indiciamento de 216 indivíduos, supostamente envolvidos em um esquema de descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas. Com mais de 4 mil páginas, o documento foi lido na manhã desta sexta-feira.

Entre os indiciados, destaca-se Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, além de Maurício Camisotti e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. O relatório também inclui ex-ministros de estado, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, apresentou o documento após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado a prorrogação dos trabalhos da comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana, informou que, após a leitura do relatório, será concedido um pedido de vista de uma hora antes da votação.

Após essa pausa, o texto deverá ser submetido à votação. Há expectativa de que membros da comissão, que fazem parte da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar.

“Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, afirmou Viana.

Para que os 216 indiciados se tornem réus pelos crimes listados, é necessário que haja uma denúncia formal do Ministério Público, que deve ser aceita pela instância judicial competente.

Indiciamentos

O principal indiciado é o “careca do INSS”, considerado o líder do esquema. Sua esposa, Tânia Carvalho dos Santos, e seu filho, Romeu Carvalho Antunes, também foram indiciados. O empresário Maurício Camisotti é mencionado como operador do esquema.

Entre os indiciados, estão os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, além dos ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg.

Os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis e Sebastião Faustino de Paula também aparecem na lista, assim como servidores do INSS, incluindo Rogério Soares de Souza e Ina Maria Lima da Silva.

O ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, também foram indiciados.

Além disso, o relatório inclui o ex-diretor-presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, e outros executivos de instituições financeiras, como o Banco C6 Consignado S.A e o PicPay Bank.

O documento ainda pede o indiciamento de políticos, como o senador Weverton Rocha e os deputados federais Gorete Pereira e Euclydes Pettersen, além de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por supostos repasses irregulares.

Os crimes listados no relatório abrangem uma ampla gama de infrações, incluindo advocacia administrativa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, entre outros.

A Agência Brasil está em contato com as defesas dos citados e permanece aberta a manifestações.

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