CPMI do INSS encerra trabalhos sem apresentação de relatório final

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CPMI do INSS é encerrada sem relatório final após rejeição do parecer do relator.

Após sete meses de investigações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem a apresentação de um relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado pela maioria dos membros, com um placar de 19 a 12.

Com a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, decidiu encerrar os trabalhos sem a votação de um relatório alternativo que havia sido produzido pela base governista.

A senadora Eliziane Gama apresentou uma questão de ordem para a apreciação do relatório alternativo, mas Viana não acatou o pedido e não designou um relator para ler o texto da base governista.

Carlos Viana anunciou que a investigação não está encerrada. Cópias do relatório rejeitado serão enviadas a diversas instituições, incluindo o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal.

O deputado Paulo Pimenta informou que o documento da base governista será levado à Polícia Federal para análise.

Entenda

A reunião que culminou no encerramento da CPMI começou na manhã de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de sábado.

O relatório apresentado pelo relator continha mais de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo figuras proeminentes como Antônio Carlos Camilo Antunes e o empresário Maurício Camisotti, além de ex-ministros e parlamentares.

O indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, também foi solicitado, por supostos repasses recebidos através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger.

Esse relatório foi elaborado após a negativa do Supremo Tribunal Federal em prorrogar os trabalhos da CPMI, o que exigiu o encerramento das atividades no sábado.

Relatório alternativo

O relatório alternativo, que foi apresentado pela base do governo, pedia o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros e servidores do INSS.

Entre os indiciados, destaca-se o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma suposta organização criminosa que fraudava descontos associativos do INSS.

O parecer também incluiu o senador Flávio Bolsonaro, que foi mencionado por envolvimento em organização criminosa.

Investigação

A CPMI teve início em agosto de 2025, com o objetivo de investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

No decorrer das investigações, a comissão também apurou as ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Recentemente, a CPMI foi alvo de críticas por vazamentos de conversas pessoais de Daniel Vorcaro, que foram obtidas por meio de celulares apreendidos pela Polícia Federal e posteriormente repassados à comissão.

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