Nova Petrópolis vai construir via alternativa à BR-116 com investimento de R$ 14,5 milhões

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Estrada deve melhorar mobilidade com Caxias do Sul e reduzir dependência da rodovia federal

Nova Petrópolis dará um passo estratégico para resolver um dos principais gargalos de mobilidade da Serra Gaúcha: a ligação com Caxias do Sul. Um convênio firmado com o Governo do Estado garante investimento de R$ 14,5 milhões para a construção de uma via alternativa à BR-116.

A nova rota será implantada na Estrada Municipal Caminho Pomerano, considerada essencial diante dos recorrentes problemas na rodovia federal, especialmente após os eventos climáticos extremos que causaram bloqueios e interrupções nos últimos anos.

Como será a nova estrada

O projeto prevê uma via com características urbanas e rurais integradas, voltada tanto ao deslocamento diário quanto ao desenvolvimento econômico da região:

  • Extensão: 3,7 quilômetros
  • Largura da pista: 7 metros
  • Ciclofaixa: 2 metros
  • Trecho: entre o bairro Juriti e a localidade de São José do Caí

A obra deverá ser concluída até o segundo semestre de 2026, conforme cronograma oficial.

Parceria público-privada acelerou o projeto

Um dos pontos mais relevantes da obra é o modelo de execução. Antes mesmo da liberação total dos recursos, o projeto já avançava com apoio da iniciativa privada e da própria prefeitura.

Esse esforço conjunto permitiu:

  • Antecipação da abertura da estrada
  • Redução do custo total, inicialmente estimado em mais de R$ 17 milhões
  • Agilidade no licenciamento ambiental e regularização das áreas

O município também contou com a doação de terras por moradores locais, viabilizando o traçado da via sem entraves fundiários.

Impacto regional: mobilidade, economia e segurança

A nova via surge como uma alternativa concreta à BR-116, hoje praticamente a única ligação direta entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul.

Entre os principais impactos esperados:

  • Redução da dependência da BR-116
  • Mais segurança em períodos de bloqueios e deslizamentos
  • Melhoria no escoamento da produção agrícola
  • Facilidade de acesso a serviços de saúde, educação e comércio
  • Fortalecimento do turismo regional

A obra é tratada como estratégica dentro do programa estadual de rotas alternativas, justamente para enfrentar a vulnerabilidade logística evidenciada nos últimos anos.

Foto: Divulgação

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