Mercado de soja se prepara para relatório do USDA e encontro entre Trump e Xi Jinping
Mercado brasileiro de soja apresenta estabilidade com foco em eventos internacionais.
O mercado brasileiro de soja passou por uma semana de preços praticamente estáveis e baixa movimentação. No entanto, houve momentos pontuais de melhora nas negociações. Produtores aproveitaram picos nos preços de Chicago e do dólar para realizar vendas, embora em volumes limitados.
No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio continua a influenciar as commodities, com o mercado atento aos impactos da alta do petróleo nas variáveis de produção agrícola global. A expectativa em torno das intenções de plantio nos Estados Unidos para a safra de 2026 gera dúvidas sobre os possíveis efeitos do aumento dos custos na decisão dos produtores.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve indicar um aumento na área destinada à soja no país em 2026, em comparação com o ciclo anterior. O relatório de intenções de plantio será divulgado em breve, e pode trazer números superiores aos apresentados anteriormente.
Segundo estimativas, o mercado projeta uma média de 85,55 milhões de acres destinados à soja. No ciclo anterior, os Estados Unidos semearam 81,22 milhões de acres, com as projeções variando de 84,25 milhões a 86,5 milhões de acres.
Caso as estimativas se confirmem, o USDA indicará uma área superior aos 85 milhões de acres mencionados anteriormente. Contudo, a soja deve continuar abaixo do milho, cuja área é projetada em 94,37 milhões de acres, em comparação com 98,79 milhões na safra anterior.
Além disso, na mesma data, será divulgado o relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, referente à posição de 1º de março. O mercado estima estoques de 2,077 bilhões de bushels, um aumento em relação aos 1,911 bilhão do ano anterior.
No campo geopolítico, a Casa Branca confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará uma visita a Pequim, onde se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping. Essa reunião, agendada para maio, é aguardada com expectativa, especialmente quanto a possíveis avanços em um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, com foco na retomada das compras chinesas de soja americana.
