Flávio Bolsonaro solicita intervenção dos EUA nas eleições brasileiras durante a CPAC

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Senador Flávio Bolsonaro pede apoio internacional para eleições brasileiras em discurso na CPAC

Em um discurso impactante durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC) no Texas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou que os Estados Unidos e o “mundo livre” exerçam pressão diplomática sobre o Brasil para garantir que as eleições de 2026 sejam “livres e justas”.

Pré-candidato à presidência, Flávio enfatizou que não deseja interferência estrangeira, mas pediu que observadores internacionais acompanhem o processo eleitoral, monitorando a liberdade de expressão nas redes sociais e pressionando as instituições brasileiras.

Flávio subiu ao palco após ser apresentado por seu irmão Eduardo, que reside nos Estados Unidos e teve seu mandato de deputado federal cassado por faltas. Durante o evento, o senador se posicionou como uma figura central para a formação de uma aliança conservadora na América Latina.

O senador fez um apelo direto ao público, afirmando que, se o povo brasileiro puder se expressar livremente e se os votos forem contados corretamente, seu grupo político terá sucesso nas próximas eleições.

Em um dos momentos mais críticos de sua fala, Flávio criticou o governo do ex-presidente Joe Biden, alegando, sem apresentar evidências, que houve interferência nas eleições de 2022 para favorecer a volta de Lula ao poder. Ele pediu uma mudança na política externa americana em relação ao Brasil, com ênfase na pressão sobre as instituições brasileiras.

Flávio também traçou comparações entre seu pai, Jair Bolsonaro, e Donald Trump, afirmando que ambos são vítimas de “lawfare” e que seu pai foi condenado por motivações políticas. Ele reiterou as bandeiras do bolsonarismo, citando a luta contra a Covid, os cartéis de drogas e a “agenda woke”.

Durante seu discurso, Flávio criticou o governo Lula, chamando-o de “abertamente antiamericano” e acusando o presidente de atuar contra os interesses dos Estados Unidos, especialmente ao se alinhar com a China. Ele alegou que Lula fez lobby para evitar a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas nos EUA.

Flávio também destacou a importância do Brasil como parceiro estratégico para os Estados Unidos, enfatizando as reservas de minerais críticos, como terras raras, que poderiam ajudar a reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a tecnologia e defesa.

O senador afirmou que recebeu a missão de Jair Bolsonaro de concorrer à presidência em 2026, prometendo um “Bolsonaro 2.0” que seria “melhor” devido à experiência adquirida durante o governo de seu pai.

Ao concluir seu discurso, Flávio expressou esperança de retornar à CPAC no próximo ano como presidente do Brasil, afirmando que uma vitória eleitoral representaria o início da mais forte aliança conservadora da história do Hemisfério Ocidental.

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