Oferta restrita e exportações robustas mantêm preços do boi gordo no Brasil

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Mercado do boi gordo apresenta preços estáveis e alta demanda externa.

O mercado físico do boi gordo no Brasil observou preços estáveis e ligeiramente elevados ao longo da semana, impulsionado pela oferta interna restrita de animais terminados e pela robusta demanda externa por carne bovina.

Atualmente, a oferta de animais terminados é considerada “anêmica”, segundo especialistas do setor. Isso tem resultado em escalas de abate reduzidas nos frigoríficos, o que mantém os preços da arroba em alta em várias regiões do país.

A demanda externa, especialmente da China, também desempenha um papel crucial na manutenção dos preços. A complexidade das negociações de cotas pelo governo brasileiro levou importadores chineses a acelerar os embarques, buscando maximizar os volumes disponíveis antes do final do ano.

Entretanto, existe uma preocupação com a continuidade desse ritmo de exportações, que pode resultar no esgotamento das cotas destinadas ao Brasil entre os meses de maio e julho. Essa situação pode levar a uma diminuição nas exportações no terceiro trimestre, pressionando os preços da arroba em um período em que a oferta de animais confinados tende a aumentar.

No mercado físico, os preços do boi gordo a prazo em 26 de março foram os seguintes:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@, estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00/@, inalterado
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00/@, sem mudanças
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@, alta de 1,47%
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@, avanço de 2,94%
  • Rondônia (Vilhena): R$ 315,00/@, alta de 1,61%

No atacado, embora tenha havido leves reações nos preços ao longo da semana, a movimentação entre atacado e varejo continua lenta, refletindo um consumo ainda contido. Em contraste, a carne de frango mantém uma demanda aquecida, indicando uma migração do consumo para proteínas mais acessíveis, como ovos e embutidos.

O quarto dianteiro do boi foi cotado a R$ 21,00/kg, com um aumento de 2,44%, enquanto o traseiro alcançou R$ 27,30/kg, representando uma alta de 1,11% em comparação semanal.

No que diz respeito às exportações, em março, o Brasil gerou uma receita de US$ 966,208 milhões até o momento, com uma média diária de US$ 64,413 milhões. O volume embarcado foi de 167,061 mil toneladas, com um preço médio de US$ 5.783,50 por tonelada.

Comparado ao março de 2025, houve um aumento de 16% no valor médio diário exportado, uma queda de 1,7% no volume e uma elevação de 18% no preço médio, conforme dados do comércio exterior.

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