Escravidão: O Crime Abominável que Marcou a Humanidade

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ONU reconhece tráfico de africanos escravizados como crime mais grave da história.

Na última quarta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução histórica que classifica o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave da humanidade. A proposta, apresentada por Gana, recebeu o apoio de 123 dos 193 países membros da ONU, incluindo o Brasil. A votação contou com 52 abstenções, entre elas a do Reino Unido e dos países da União Europeia, e apenas três votos contrários: Argentina, Estados Unidos e Israel.

A resolução da ONU aborda o tráfico de africanos que foram sequestrados e forçados a migrar para as Américas, um crime que se estendeu por quatro séculos e afetou cerca de 12,5 milhões de pessoas. O Brasil se destacou como o principal destino, recebendo quase 5 milhões de africanos escravizados. Com a aprovação do texto, a ONU agora exige reparações para as vítimas e seus descendentes.

Para entender a implicação dessa decisão da ONU, foi realizada uma entrevista com Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP e professora de História da América na Universidade Federal Fluminense. Ynaê, que é especialista na história da escravidão, analisa se essa resolução representa um passo real em direção à justiça ou se é apenas uma declaração simbólica.

Durante a entrevista, Ynaê descreve as três etapas principais da organização econômica da escravidão: a captura de africanos, o transporte nos navios negreiros e o trabalho forçado no Brasil. Ela também discute as diversas formas de violência que as pessoas escravizadas enfrentaram e sugere possíveis caminhos para reparações históricas em relação a esse crime atroce.

O podcast O Assunto, que aborda temas relevantes como este, é produzido por uma equipe dedicada e está disponível em várias plataformas de áudio e no YouTube. Desde sua estreia, o podcast conquistou mais de 168 milhões de downloads e 14,2 milhões de visualizações no YouTube, evidenciando seu impacto e relevância no cenário atual.

O presidente de Gana, John Dramani Mahama, discursa na Assembleia Geral da ONU durante sessão para votação de resolução que considera o tráfico de escravizados africanos como o pior crime da humanidade.

O presidente de Gana, John Dramani Mahama, discursou na Assembleia Geral da ONU durante a votação da resolução, destacando a importância do reconhecimento desse crime histórico e a necessidade urgente de reparações.

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