Asdep lança podcast de true crime revelando bastidores da Polícia Civil

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Aniversário de 20 anos da caçada a José Carlos dos Santos é tema de novo podcast

O podcast “A Prova do Crime” estreia com um episódio especial em homenagem aos 20 anos da caçada a José Carlos dos Santos, conhecido como Seco, um dos mais notórios assaltantes de carros-fortes do Rio Grande do Sul.

A caçada a Seco, que liderava uma quadrilha especializada em assaltos a transportadoras de valores, não apenas marcou a história da Segurança Pública, mas também provocou mudanças significativas na atuação da Polícia Civil. O primeiro episódio, intitulado ‘A caçada e a prisão do maior assaltante de carros-fortes do sul do país’, será disponibilizado no canal da Asdep-RS no YouTube e na playlist ‘A Prova do Crime’ no Spotify.

Guilherme Wondracek, delegado aposentado e presidente da Asdep, destaca que o podcast é uma forma de homenagear a Polícia Civil gaúcha e registrar os bastidores de investigações que mobilizaram a opinião pública. Os depoimentos dos delegados que participaram desses casos são um legado importante para as futuras gerações.

A primeira temporada contará com seis episódios, lançados a cada 15 dias, apresentando os delegados responsáveis pelos casos, além de outros membros da Asdep como debatedores. O podcast é conduzido por Israel de Castro Fritsch, que traz uma vasta experiência em telejornais policiais, e é dirigido por Gabriela Perufo, especialista em audiovisual.

Bastidores da Operação

Uma força-tarefa foi criada pela Segurança Pública, composta por quatro delegados e 17 agentes, para capturar Seco e seus comparsas. Entre os delegados entrevistados estão Heliomar Franco, atual prefeito de São Leopoldo, e Guilherme Wondracek, além de Guilherme Pacíficio e Ranolfo Vieira Júnior, ambos aposentados.

A quadrilha de Seco utilizava um método próprio, interceptando carros-fortes com veículos de grande porte e empregando explosivos para acessar o dinheiro, sem hesitar em ferir os seguranças. Seco estabeleceu núcleos criminosos em várias cidades do Sul, facilitando sua movimentação e dificultando a ação policial.

Seco foi capturado três dias após um audacioso assalto à Proforte, em Santa Cruz do Sul. Durante a ação, houve um confronto com a Brigada Militar, resultando na morte do major André Sebastião Santos dos Santos e ferimentos em uma soldado. Com quase R$ 4 milhões, Seco fugiu, mas foi preso em um posto de combustíveis após um tiroteio com a polícia, mobilizando grande parte das forças policiais.

Impacto na Polícia Civil

O delegado Heliomar relembra a missão arriscada de capturar Seco, que exigiu um enfrentamento de alto risco. A operação revelou a deficiência da Polícia Civil em termos de armamento, que na época não possuía fuzis para enfrentar um bando bem armado. A solução encontrada foi utilizar armamento da Brigada Militar, que treinou os delegados e agentes para a operação.

Os fuzis 7.62 utilizados na captura de Seco foram decisivos para a segurança dos policiais. Este episódio levou a uma conscientização sobre a necessidade de equipar e treinar adequadamente a Polícia Civil, alterando a realidade da infraestrutura da instituição para o combate ao crime organizado.

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