Pecuária pode restaurar pastagens com manejo adequado, diz especialista
Engenheiro agrônomo propõe solução sustentável para a recuperação de pastagens no Brasil.
No programa Giro do Boi, foi apresentada uma solução inovadora para os desafios enfrentados pela pecuária brasileira devido ao aumento global nos preços dos fertilizantes. O Sistema São Mateus, validado por estudos de pesquisa, se destaca como uma alternativa econômica que utiliza o próprio gado para a recuperação de pastagens degradadas.
Com a atual crise de insumos nitrogenados gerada por conflitos internacionais, esse modelo de manejo demonstra que a aplicação de princípios biológicos e integração das práticas pode resultar em uma redução de mais de 90% nos custos de reforma das pastagens. A abordagem proposta pelo Sistema São Mateus enfatiza que o manejo adequado do gado é fundamental para determinar se uma pastagem será degradada ou restaurada.
Produtividade e gestão da forragem
Segundo o especialista, a produtividade do gado está diretamente ligada à gestão da forragem disponível. A implementação desse sistema pode gerar lucros de até R$ 7.000,00 por hectare. Com uma carga recomendada de quatro a seis animais por hectare e um ganho médio de setecentos gramas por dia, os produtores podem rapidamente recuperar seus investimentos.
É essencial que a fazenda tenha um responsável pela gestão do pasto, focado na monitorização da altura do pasto e no manejo do gado. A intensidade e a frequência do pastejo são cruciais; essa otimização transforma os animais em aliados na recuperação das pastagens, ao invés de agentes de degradação.
Estratégias de manejo
Diante da escassez de fertilizantes prevista para 2026, o Sistema São Mateus destaca a importância de tecnologias que potencializam os processos naturais. A degradação das pastagens é frequentemente o resultado de decisões inadequadas de manejo. Este sistema defende que tratar o pasto como uma lavoura e o gado como um aliado biológico pode assegurar a sustentabilidade financeira das propriedades rurais. O especialista conclui que, com um manejo adequado da frequência e da intensidade do pastejo, o pasto pode se tornar o maior ativo do produtor, ao invés de um custo elevado.
