Agente da Polícia Federal exonerado por envolvimento em plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes
Ministério da Justiça exonera policial federal condenado por envolvimento em plano golpista.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública tomou a decisão de exonerar o policial federal Wladimir Matos Soares, que foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação no “núcleo 3” de uma tentativa de golpe que visava manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.
Soares esteve envolvido em um plano que incluía o sequestro e assassinato de autoridades, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, em cumprimento a uma determinação do STF que exige a perda de cargos públicos para todos os condenados.
Além de Soares, o “núcleo 3” contava com a participação de militares de uma força especial conhecida como “kids pretos”. A Procuradoria-Geral da República destacou que este grupo foi responsável por algumas das ações mais violentas da organização criminosa, incluindo o plano para assassinar autoridades.
Durante as investigações, mensagens encontradas no celular de Wladimir Matos Soares revelaram um plano que mencionava a intenção de “matar meio mundo” para assegurar a permanência de Bolsonaro no poder. Segundo o ministro Moraes, os militares também tentaram pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe.
Provas coletadas durante a investigação indicaram que os “kids pretos” organizaram uma reunião em novembro de 2022 para discutir uma carta destinada aos generais, com o objetivo de pressionar a cúpula do Exército a romper com a ordem constitucional.
As penas dos condenados são:
Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), pena de 24 anos;
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), pena de 21 anos;
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), pena de 21 anos;
Wladimir Matos Soares (agente da PF), pena de 21 anos;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel), pena de 17 anos;
Bernardo Romão Correa Netto (coronel), pena de 17 anos;
Fabrício Moreira de Bastos (coronel), pena de 16 anos.
Atualmente, Soares encontra-se detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde novembro de 2024. Durante seu interrogatório, ele negou as acusações e se declarou admirador de Moraes.
