Gilmar divulga experiência com cannabis medicinal e critica a guerra às drogas

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Ministro do STF defende cannabis medicinal e modelo de políticas de drogas de Portugal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, revelou que utilizou cannabis medicinal para tratar dores, em uma entrevista ao podcast Cannabis Hoje. Ele criticou a abordagem tradicional de “guerra às drogas” e apontou Portugal como um exemplo a ser seguido pelo Brasil.

Durante a conversa, Mendes compartilhou que adquiriu cannabis medicinal em Portugal, tanto para seu uso pessoal quanto para ajudar um amigo que enfrentava dores. Ele expressou uma boa impressão sobre o produto e a experiência em solo europeu.

A declaração do ministro ocorre no contexto da recente decisão do STF que descriminalizou o porte de cannabis para uso pessoal. Em julho de 2024, o Supremo definiu que indivíduos portando até 40 gramas de maconha seriam considerados usuários e não mais criminosos.

Com essa nova orientação, as pessoas flagradas com maconha não serão mais obrigadas a prestar serviços comunitários, mas sim a participar de cursos educativos ou receber advertências sobre o uso de drogas.

Mendes considerou a decisão do STF um passo significativo na reavaliação da política de drogas no Brasil. Ele enfatizou que, embora seja um avanço, ainda é apenas o começo de uma mudança necessária na abordagem do tema.

O ministro ressaltou a importância de uma transformação cultural entre os profissionais do sistema de justiça, que historicamente foram treinados sob a perspectiva de combate radical às drogas, o que gerou consequências negativas.

Ao mencionar Portugal, Mendes destacou que o país é um exemplo de sucesso em políticas de drogas. Ele argumentou que a adoção de um modelo similar no Brasil exigiria uma reestruturação do atual sistema repressivo, ressaltando que Portugal não enfrenta grandes cartéis ou organizações criminosas nesse contexto.

O ministro acredita que o Brasil está se encaminhando para uma descriminalização da posse de substâncias para uso pessoal, o que requer uma profunda reavaliação das políticas vigentes.

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