PSB oficializa adesão de Pacheco e prepara terreno para eleição em MG
Senador Rodrigo Pacheco se filia ao PSB para concorrer ao governo de Minas Gerais.
A executiva nacional do PSB confirmou nesta quarta-feira (1º) a filiação do senador Rodrigo Pacheco, que é o nome preferido do presidente Lula para a candidatura ao governo de Minas Gerais. A cerimônia de filiação está agendada para as 19h na sede do partido, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do prefeito de Recife, João Campos, que é presidente da sigla.
Para que Pacheco possa concorrer ao governo de Minas, é necessária sua saída do PSD, que já tem como pré-candidato o atual governador interino, Pedro Simões. Simões é o sucessor do ex-governador Romeu Zema. Além do PSB, outras siglas como MDB e União Brasil também tentaram a filiação do ex-presidente do Senado.
Pacheco ainda não confirmou oficialmente sua participação na disputa eleitoral. Desde 2024, Lula tem buscado convencê-lo a se candidatar. Inicialmente, o parlamentar tinha interesse em assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que se abriria com a saída de Luís Roberto Barroso, mas o presidente optou por indicar Jorge Messias, atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União.
Recentemente, Rodrigo Pacheco demonstrou a possibilidade de concorrer ao governo ao compartilhar em suas redes sociais um story da deputada estadual Marília Campos, que o convocou, junto a filiados do PT, a se candidatar.
Posição nas pesquisas
A pesquisa eleitoral mais recente realizada em Minas Gerais, divulgada pelo instituto Real Time Big Data, mostrou que Pacheco oscila entre o primeiro e o segundo lugar nas intenções de voto, variando de 19% a 34%. O senador Cleitinho, do Republicanos, é o único pré-candidato que apresenta resultados superiores, alcançando entre 34% e 40% nas simulações.
Na pesquisa espontânea, onde não é apresentada uma lista de candidatos, Pacheco ficou empatado em segundo lugar com o deputado Nikolas Ferreira, ambos com 2% das intenções, enquanto Cleitinho lidera com 6%. O levantamento foi realizado com 2 mil entrevistas a eleitores mineiros entre os dias 10 e 11 de março.
