Conflito em Ormuz: ONU Aprova Uso de Força Enquanto China, Rússia e França Reagem

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Países do Golfo pedem uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz.

O Conselho de Segurança da ONU está prestes a votar uma resolução proposta pelo Bahrein, que visa proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. No entanto, a aprovação do texto enfrenta a oposição da China, Rússia e França, que possuem poder de veto e rejeitam qualquer autorização para uso da força.

As tensões aumentaram após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, que resultaram em um conflito prolongado e quase total fechamento da principal rota marítima da região. Os preços do petróleo dispararam em resposta a essa escalada de violência.

O Bahrein, na condição de presidente do Conselho, apresentou um projeto de resolução que permitiria o uso de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da navegação. A proposta, que prevê a aplicação dessas medidas por um período mínimo de seis meses, encontra resistência significativa, especialmente da China, que argumenta que a autorização do uso da força poderia levar a uma escalada de violência com consequências desastrosas.

Uma versão anterior da resolução foi bloqueada pelo chamado “procedimento de silêncio” por parte da China, França e Rússia, que já haviam pressionado para a remoção de trechos mais agressivos do texto. A atual proposta enfrenta um impasse após semanas de negociações, com um ponto central de discórdia sendo a autorização para o uso de “todos os meios necessários” para garantir a passagem pelo estreito.

Para que uma resolução do Conselho de Segurança seja aprovada, é necessário um mínimo de nove votos favoráveis, além de não sofrer veto por parte de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, enfatizou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação é uma ameaça aos interesses globais que requer uma resposta firme. Ele também alegou que o Irã tem atacado infraestrutura civil, como aeroportos e portos.

Por outro lado, o Irã reafirmou sua intenção de manter a supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz, mesmo após o término da guerra. O bloqueio dessa via, que é responsável por cerca de um quinto do petróleo e gás mundial, já gerou impactos econômicos significativos, elevando os custos de energia e transporte.

A união dos países árabes contra o Irã no Conselho de Segurança representa um retrocesso nas relações regionais, que vinham se esforçando para buscar uma aproximação diplomática. Especialistas acreditam que a resolução proposta pelo Bahrein possui mais valor simbólico do que prático, considerando a limitada capacidade militar dos países do Golfo e sua dependência do apoio dos Estados Unidos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também expressou sua desaprovação em relação à ideia de reabrir o estreito pela força, considerando a proposta “irrealista” e alertando para os riscos de ataques e a presença de mísseis iranianos na região.

Enquanto isso, os Estados Unidos continuam a realizar ataques, mas ainda não apresentaram um plano claro para a reabertura do estreito, o que tem gerado novas altas nos preços do petróleo e preocupações sobre a segurança da navegação internacional.

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