Elon Musk solicita assinaturas do Grok de instituições financeiras para IPO da SpaceX

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Elon Musk impõe exigências inusitadas para o IPO da SpaceX.

Elon Musk está exigindo que bancos e outros assessores envolvidos na oferta pública inicial de ações da SpaceX adquiram assinaturas do Grok, seu chatbot de inteligência artificial. Essa demanda se aplica a instituições financeiras, escritórios de advocacia, auditores e demais consultores que desejam participar de um dos maiores IPOs da história.

Relatos indicam que algumas dessas instituições já concordaram em investir dezenas de milhões de dólares anualmente no serviço e iniciaram a integração do Grok em seus sistemas de tecnologia da informação.

Entre os bancos que atuam como coordenadores da oferta estão Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup. Essas instituições desempenham um papel central na estruturação e condução da operação.

Até o momento, nem Musk nem a SpaceX comentaram sobre o assunto. Os bancos citados se recusaram a fazer declarações, enquanto o Morgan Stanley não respondeu imediatamente às solicitações.

A abertura de capital da SpaceX gera altas expectativas no mercado. A empresa elevou sua meta de valuation para mais de US$ 2 trilhões, o que a tornaria a maior listagem da história do mercado acionário. A companhia pretende arrecadar cerca de US$ 75 bilhões, superando grandes IPOs anteriores, como os da Saudi Aramco em 2019 e do Alibaba em 2014.

Outras estimativas sugerem que a oferta pode arrecadar mais de US$ 50 bilhões, com uma avaliação acima de US$ 1 trilhão. Nesse cenário, os bancos envolvidos poderiam gerar mais de US$ 500 milhões em taxas de assessoria.

A exigência de Musk não é comum, mas a obrigatoriedade de adquirir um produto específico chama atenção pelo grau de imposição. Fontes indicam que a compra das assinaturas do Grok foi uma condição imposta por Musk, que também teria solicitado que os bancos anunciassem no X, sua plataforma social, embora essa exigência tenha sido menos enfática.

A estratégia revela a influência de Musk no setor financeiro, especialmente em um momento em que Wall Street busca grandes operações após um período de baixa em IPOs relevantes. O Grok faz parte das iniciativas de IA associadas à SpaceX, que se fundiu à xAI em fevereiro. Apesar do investimento, o chatbot ainda ocupa uma posição inferior no mercado, atrás de concorrentes como ChatGPT, Claude e Gemini.

Musk tem promovido o Grok como uma alternativa ao que considera excessos de correção política em outras plataformas, afirmando que o chatbot não seria “woke”. No entanto, o sistema enfrentou controvérsias, incluindo a disseminação de conteúdo antissemita e a geração de imagens sexualizadas sem consentimento, levando países como Indonésia e Malásia a proibir seu uso.

Apesar das críticas, Musk continua a incentivar o uso do Grok em sua rede social, destacando seu crescimento. A maior parte da receita do Grok atualmente vem de assinaturas individuais, e a adesão dos bancos pode fortalecer a vertente corporativa do produto antes da abertura de capital da SpaceX.

A SpaceX também tem o serviço Starlink, considerado seu principal ativo, que gerou aproximadamente US$ 8 bilhões em receita em 2024. Nos últimos meses, banqueiros têm trabalhado nos escritórios da SpaceX, na região de Los Angeles, preparando documentos para o IPO. A empresa apresentou os papéis à Securities and Exchange Commission (SEC), mas não revelou os nomes dos bancos envolvidos no registro.

Ainda não está definido qual instituição assumirá o papel principal na operação, posição que geralmente garante maior prestígio e participação nas taxas geradas pela oferta.

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