Identidade do comprador do Bugatti mais caro e exclusivo do mundo é finalmente revelada
O mistério do comprador do Bugatti La Voiture Noire finalmente revelado.
Durante anos, a identidade do proprietário do carro mais exclusivo do mundo permaneceu envolta em mistério. Existe apenas um Bugatti La Voiture Noire, e desde sua apresentação no Salão Automóvel de Genebra em 2019, ninguém havia confirmado oficialmente quem o adquiriu.
Esse enigma gerou uma onda de especulações, que variavam de jogadores de futebol a sheiks do petróleo. O então CEO da Bugatti, Stephan Winkelmann, chegou a desmentir publicamente que Cristiano Ronaldo, frequentemente mencionado devido à sua coleção de Bugattis, fosse o comprador.
O mistério que cercava a aquisição do La Voiture Noire finalmente chegou ao fim.
Uma obra de arte inspirada em um carro desaparecido
La Voiture Noire foi concebido como uma homenagem ao icônico Type 57 SC Atlantic, criado na década de 1930 por Jean Bugatti. Apenas quatro unidades do Atlantic foram fabricadas, e uma delas, conhecida como La Voiture Noire, desapareceu antes da Segunda Guerra Mundial e nunca foi encontrada.
O modelo de 2019 preserva esse legado com uma proposta técnica impressionante, apresentando um motor W16 de 8 litros com 1.500 cv, quatro turbocompressores e seis saídas de escape, uma clara referência ao design original do Atlantic.
Com um acabamento em preto brilhante e linhas esculpidas, a Bugatti vendeu este exemplar único por aproximadamente € 16,7 milhões (cerca de R$ 100,3 milhões) a um proprietário desconhecido.
O mistério resolvido: Ferdinand Piëch, neto de Porsche
Recentemente, foi revelado que o Bugatti La Voiture Noire foi adquirido por Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche, fundador da marca Porsche e um dos engenheiros mais influentes do século XX. Durante sua gestão no Grupo Volkswagen, Piëch foi fundamental para o renascimento da Bugatti como uma marca de hipercarros de luxo, impulsionando o desenvolvimento do motor W16 que equipa o La Voiture Noire.
A história desse motor é notável. O conceito do bloco W16 foi esboçado por Piëch enquanto viajava a 320 km/h em um trem-bala japonês. Esse motor ajudou o Bugatti Veyron a se tornar o primeiro carro de produção a ultrapassar os 400 km/h.
Ferdinand Piëch faleceu em 2019, o mesmo ano em que o La Voiture Noire foi apresentado. O carro, no entanto, foi entregue apenas em 2021 ao seu filho, Anton Piëch, que se tornou seu herdeiro.
A reviravolta: o herdeiro precisa de dinheiro
Anton Piëch herdou o hipercarro mais caro do mundo no momento da entrega, mas agora decidiu vendê-lo. De acordo com documentos de venda, o La Voiture Noire está sendo oferecido em um processo de licitação discreto por 23 milhões de francos suíços, aproximadamente 25 milhões de euros (cerca de R$ 150,28 milhões).
A motivação para a venda de uma obra-prima automotiva é a necessidade de financiar a Piëch Automotive, sua startup de veículos elétricos, que enfrenta dificuldades e ainda não lançou um veículo de produção.
Fontes indicam que a empresa também está considerando uma possível integração com o grupo chinês Chery, embora detalhes ainda não tenham sido confirmados.
