TV iraniana exibe imagens de homens armados à procura de piloto americano
Irã intensifica buscas por piloto americano após queda de caça F-15.
O regime iraniano mobilizou homens armados em regiões montanhosas para localizar um piloto norte-americano desaparecido desde a queda de seu caça F-15 na última sexta-feira.
Imagens veiculadas pela televisão estatal mostram as operações em áreas remotas, onde as autoridades iranianas oferecem uma recompensa de US$ 60.000 por informações que levem ao piloto. O acidente ocorreu em uma área próxima à fronteira com o Iraque, onde o caça foi abatido.
Os dois pilotos que estavam a bordo do F-15 conseguiram se ejetar com paraquedas. Enquanto um deles foi resgatado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, o segundo permanece desaparecido, aumentando a urgência das buscas na região montanhosa de Khuzestan.
A Força Aérea dos EUA, por sua vez, está utilizando unidades especiais treinadas para operações de resgate, que incluem helicópteros e aviões de combate. Estes últimos estão sendo empregados para apoiar as buscas com paraquedistas e paramédicos a bordo, embora não haja informações confirmadas sobre a saúde do piloto desaparecido.
Além do F-15, o Irã também afirmou ter abatido um A-10 na mesma data, aumentando as tensões na região e a atenção internacional sobre o conflito.
Trump ameaça retaliações
Em meio a esse cenário, o presidente dos EUA fez uma declaração contundente, afirmando que o Irã enfrentará consequências severas se não reabrir o estreito de Ormuz em 48 horas. Essa área é crucial para o tráfego de petróleo global, e o fechamento poderia ter repercussões significativas na economia mundial.
Trump já havia dado um prazo de 10 dias para que o Irã chegasse a um acordo, e agora afirma que o tempo está se esgotando. Ele expressou sua frustração com a falta de ação por parte de aliados da Otan, chamando-os de “covardes” por não tomarem medidas mais decisivas contra o regime iraniano.
Pressão internacional por segurança na navegação
Desde o início dos ataques conjuntos contra o Irã, Washington tem pressionado seus aliados a contribuir para a segurança da navegação no estreito de Ormuz. A guerra já resultou em milhares de mortes e gerou instabilidade nos mercados globais.
Apesar da pressão, líderes europeus têm demonstrado cautela. Uma declaração conjunta de países como Alemanha, Reino Unido e França indicou a intenção de cooperar para garantir a segurança na região, mas condicionaram qualquer ação ao fim das hostilidades. O chanceler alemão destacou que a colaboração depende da cessação dos combates, evidenciando a complexidade da situação atual.
