Visa utiliza inteligência artificial para prevenir R$ 1,4 bilhão em fraudes no e-commerce brasileiro

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Comércio eletrônico no Brasil enfrenta desafios crescentes com a evolução da fraude digital.

O comércio eletrônico no Brasil, que celebra 30 anos em 2026, está enfrentando um aumento significativo nas atividades de organizações criminosas. Para combater essa situação, a Visa apresentou dados da sua plataforma de inteligência de risco, o Decision Manager.

De acordo com informações divulgadas, essa tecnologia ajudou a evitar cerca de R$ 1,4 bilhão em perdas por fraudes no mercado brasileiro somente no primeiro semestre de 2025, protegendo mais de 100 mil estabelecimentos comerciais.

A importância dessa ferramenta é evidente ao analisar o perfil das tentativas de fraudes no país. Os dados indicam que o valor médio de uma transação fraudulenta é aproximadamente 62% maior do que o de uma venda legítima.

Esse cenário demonstra que a prevenção de fraudes deixou de ser apenas um custo operacional, transformando-se em uma alavanca de rentabilidade para os varejistas. No atual ecossistema de pagamentos digitais, a precisão na autorização das transações é crucial para garantir um crescimento sustentável e evitar prejuízos financeiros.

Anatomia da fraude

O panorama dos crimes digitais no Brasil é complexo e demanda análises mais profundas do que a simples verificação de dados. A Visa aponta que cerca de 30% das tentativas de fraude identificadas apresentam inconsistências de geolocalização.

Entretanto, essa informação isolada não é suficiente para o bloqueio das transações, exigindo que a inteligência artificial analise o contexto e o comportamento do usuário em tempo real, a fim de evitar falsos positivos que possam prejudicar a experiência de compra.

Entre os tipos de fraudes mais comuns estão a “fraude limpa”, que utiliza dados aparentemente válidos para contornar filtros básicos, e o roubo de conta, conhecido como account takeover.

Além disso, a Visa observa que os ataques de enumeração, onde criminosos testam várias combinações de números de cartões até encontrar uma válida, também são frequentes. Outro aspecto crucial para o varejo é o prazo de contestação, já que 90% dos chargebacks são reportados em até 45 dias após a transação, exigindo decisões de risco extremamente precisas no momento da compra.

Equilíbrio entre segurança e navegabilidade

Um dos principais desafios do e-commerce brasileiro é proteger as operações sem criar obstáculos que possam levar os clientes a desistirem das compras. O vice-presidente de Value Added Services da Visa no Brasil destaca que o Decision Manager utiliza modelos avançados para transformar sinais comportamentais em inteligência de risco de forma integrada.

Esse equilíbrio é essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente em um cenário onde os vetores de ataque se combinam de maneiras inéditas. O investimento global da Visa em segurança, que ultrapassa os US$ 13 bilhões nos últimos cinco anos, demonstra a prioridade dada à proteção do ecossistema.

No Brasil, a aplicação da inteligência artificial para identificar fraudes, como a “fraude amiga” (realizada por conhecidos do titular) e a “autofraude” (contestação indevida pelo próprio dono do cartão), evidencia a capacidade da tecnologia em discernir nuances sutis de intenção.

Para as empresas, isso resulta em um ambiente de pagamentos mais seguro e eficiente, permitindo que o foco permaneça na inovação e na expansão das vendas digitais.

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