Vendas de máquinas agrícolas devem registrar queda de 8% em 2023, segundo Abimaq
Previsão aponta queda nas vendas de máquinas agrícolas em 2026
A venda de máquinas agrícolas deve apresentar uma queda de 8% em 2026, conforme estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
Os impactos da guerra no Oriente Médio, incluindo o aumento dos preços do petróleo, somam-se a fatores como juros elevados e um aumento na inadimplência. Esses elementos estão levando os produtores rurais a postergar a renovação de seus maquinários.
No primeiro bimestre de 2026, as vendas já registraram uma diminuição de 17% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 8 bilhões.
Desses, o mercado interno foi responsável pela maior parte, com R$ 6,8 bilhões, representando 85% do total. As exportações somaram aproximadamente R$ 1,2 bilhão, refletindo um aumento de 9%, mas ainda insuficiente para equilibrar a situação negativa do setor.
Dados indicam que a comercialização de tratores caiu cerca de 16%, com pouco mais de mil unidades entregues. As colheitadeiras enfrentaram uma redução ainda mais acentuada, com uma queda de 40%, totalizando 309 vendas nos primeiros dois meses do ano.
O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão Bastos, reconhece os esforços do governo federal para mitigar os impactos da alta do diesel, mas ressalta que a disparidade entre os preços internos e externos pode resultar em grandes desafios para o setor.
“Embora haja uma boa vontade do governo, os custos continuarão a aumentar. Isso se aplica também aos adubos nitrogenados, que estão cada vez mais caros”, afirma Bastos.
Atualmente, a inadimplência no setor se aproxima de 7%, bem acima da média histórica de cerca de 1,5%. Para aqueles que estão fora do Plano Safra, esse número é ainda maior, atingindo cerca de 13%.
Devido ao descumprimento de pagamentos, Bastos observa que as instituições financeiras estão começando a exigir garantias adicionais, como a alienação fiduciária da propriedade rural, para se resguardar contra possíveis recuperações judiciais.
