Dezessete ministros de Lula saem do governo para concorrer nas eleições, enquanto 21 continuam na administração

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Descompatibilização de ministros marca a preparação para as eleições de 2026.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta mudanças significativas com a saída de 17 ministros que se descompatibilizaram para se candidatar nas eleições de 2026. Apesar das baixas, 20 integrantes do governo devem permanecer até o final do mandato, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, que será sabatinado no Senado após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A legislação eleitoral exige que autoridades do Executivo deixem seus cargos até seis meses antes das eleições para concorrer. O prazo para essa descompatibilização se encerrou no dia 4 de novembro. Essa regra não se aplica a candidatos à reeleição, como o presidente Lula e alguns governadores, entre eles Tarcísio de Freitas, de São Paulo.

Em resposta às saídas, o presidente Lula promoveu uma reorganização interna, especialmente no Ministério da Agricultura e Pecuária. O ex-ministro Carlos Fávaro deixou o cargo para concorrer ao Senado, e André de Paula, que era ministro da Pesca e Aquicultura, foi designado para assumir a nova função. Édipo Araújo agora lidera o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Ministros que deixaram o governo para disputar as eleições:

– André Fufuca, ex-ministro do Esporte, candidato ao Senado ou ao governo do Maranhão;

– Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial, candidata à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro;

– Camilo Santana, ex-ministro da Educação, que poderá substituir o governador Elmano de Freitas (PT) se solicitado por Lula;

– Carlos Fávaro, ex-ministro da Agricultura e Pecuária, pré-candidato ao Senado por Mato Grosso;

– Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, pré-candidato ao governo de São Paulo;

– Geraldo Alckmin, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, candidato à reeleição como vice-presidente;

– Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, pré-candidata ao Senado pelo Paraná;

– Jader Filho, ex-ministro das Cidades, pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Pará;

– Macaé Evaristo, ex-ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, pré-candidata à Câmara dos Deputados por Minas Gerais;

– Márcio França, ex-ministro do Microempreendedorismo, pré-candidato à Câmara dos Deputados ou Senado por São Paulo;

– Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, pré-candidata à Câmara dos Deputados ou Senado por São Paulo;

– Paulo Teixeira, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, pré-candidato a um novo mandato na Câmara dos Deputados por São Paulo;

– Renan Filho, ex-ministro dos Transportes, pré-candidato ao governo de Alagoas;

– Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, candidato ao Senado pela Bahia;

– Silvio Costa Filho, ex-ministro dos Portos e Aeroportos, pré-candidato à Câmara dos Deputados por Pernambuco;

– Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, pré-candidata ao Senado por São Paulo;

– Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas, pré-candidata à Câmara dos Deputados por São Paulo.

Ministros que permanecem no governo:

– Alexandre Padilha, ministro da Saúde;

– Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;

– André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária;

– Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;

– Frederico Siqueira, ministro das Comunicações;

– Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência;

– Gustavo Feliciano, ministro do Turismo;

– Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União;

– José Múcio, ministro da Defesa;

– Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;

– Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego;

– Márcia Lopes, ministra das Mulheres;</

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