Janja orienta Lula durante sanção de leis de proteção à mulher
Janja corrige Lula sobre prisões em operação de combate à violência de gênero.
A primeira-dama Janja Lula da Silva fez uma correção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a sanção de leis de proteção à mulher, realizada no Palácio do Planalto. Em seu discurso, Lula mencionou a prisão de cerca de 5.000 pessoas em operações da Polícia Federal, mas Janja o interrompeu para esclarecer que se tratava de “5.000 homens”.
Após a intervenção de Janja, o presidente repetiu a informação, agora corrigida: “Em um único dia, nós prendemos quase 5.000 homens por violência contra a mulher”. Essa troca de informações destaca a importância do discurso claro e preciso em temas sensíveis como a violência de gênero.
Nos últimos tempos, Lula tem recebido orientações de seus auxiliares durante suas falas públicas. Recentemente, durante um evento em Salvador, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, sugeriu que o presidente comentasse sobre o sistema de pagamentos Pix, mas a resposta acabou gerando críticas direcionadas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde que Sidônio assumiu a comunicação do governo, a estratégia tem sido aumentar a exposição de Lula na mídia, resultando em um maior número de entrevistas. Contudo, essa visibilidade também tem gerado gafes e declarações polêmicas por parte do presidente.
Um levantamento revelou que, em três anos de governo, Lula fez pelo menos 157 declarações que continham distrações ou incorreções. Entre essas declarações, algumas foram consideradas misóginas e geraram controvérsia.
- Em março de 2024, Lula afirmou que mulheres sem profissão dependem do pai para comprar “batom e calcinha”. Em julho do mesmo ano, ao comentar sobre a violência doméstica após jogos de futebol, disse que “se o cara é corintiano, tudo bem”.
- Em agosto de 2024, fez uma declaração sugerindo que mulheres sem emprego correm o risco de serem agredidas pelos maridos.
- Em outubro de 2024, afirmou que “é a mulher que sabe as coisas que têm dentro da geladeira”.
- Em março de 2025, chamou a deputada Gleisi Hoffmann de “mulher bonita” ao anunciar sua nomeação como ministra.
- Em abril de 2025, referiu-se à diretora-geral do FMI, Kristalina Georgiev, como “mulherzinha”.
