Zema afirma que não será vice de Flávio Bolsonaro e mantém candidatura até o fim

Compartilhe essa Informação

Romeu Zema reafirma candidatura à presidência e descarta ser vice de Flávio Bolsonaro

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, descartou a possibilidade de integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente e reafirmou sua intenção de disputar a presidência da República. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Zema declarou: “Levarei minha pré-candidatura até o final”. Ele destacou que nunca houve um pedido formal ou conversa sobre essa possibilidade.

A declaração de Zema surge em meio a especulações sobre um convite de Flávio Bolsonaro. O ex-governador expressou que se sentiu “lisonjeado” com a menção de seu nome, mas foi firme ao recusar a oferta. O último encontro entre Zema e Flávio ocorreu há aproximadamente 30 dias, durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo.

Além disso, Zema revelou ter informado pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre sua intenção de se candidatar, em agosto do ano passado. Segundo ele, Bolsonaro respondeu que ter mais candidatos à direita seria benéfico para unir o campo no segundo turno.

Recentemente, Zema deixou o cargo de governador, sendo sucedido pelo vice Mateus Simões. O ex-governador declarou apoio a Simões nas próximas eleições, elogiando sua competência, embora reconhecendo que ele ainda é desconhecido por muitos mineiros.

O ex-governador também criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal, chamando as condutas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli de crimes, sugerindo que seriam motivos para prisão e não apenas para impeachment. Zema propôs a criação de um agravante penal para tipificar como traição à pátria atos de servidores públicos que abusam de suas funções.

Entre as propostas que Zema pretende implementar em um possível governo federal, ele defendeu uma reforma administrativa com regras diferenciadas para novos servidores, a redução dos atuais 39 ministérios e uma nova reforma da Previdência que inclua gatilhos automáticos relacionados à expectativa de vida.

Ele explicou que, se a expectativa de vida aumentar, a contribuição também deve ser ajustada. Zema considerou razoável a reforma de 2019, mas argumentou que os parâmetros deveriam ter sido atualizados automaticamente desde então.

Por fim, ao se diferenciar de Flávio Bolsonaro e de Ronaldo Caiado, também pré-candidato à presidência, Zema afirmou ser o que mais tem criticado o STF. Ele expressou indignação com a falta de posicionamento de seus adversários sobre as questões envolvendo o tribunal, considerando inaceitável o silêncio diante de tais problemas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *