Brasil e EUA firmam parceria no combate ao crime organizado
Acordo Brasil-EUA visa intensificar combate ao crime organizado
Um novo acordo entre Brasil e Estados Unidos tem como foco o fortalecimento da fiscalização no combate ao crime organizado, com ênfase no compartilhamento de informações sobre a entrada de armas, peças e drogas em contêineres.
O Programa Desarma será fundamental para aumentar a capacidade de rastreamento internacional desses materiais. As informações serão trocadas em tempo real, permitindo que as autoridades aduaneiras de ambos os países atuem de forma mais eficaz assim que produtos de origem do país parceiro forem identificados.
Nos últimos 12 meses, a Receita Federal apreendeu cerca de meia tonelada de armas provenientes dos Estados Unidos, com 35 ocorrências registradas. A maioria das apreensões teve origem na Flórida, envolvendo 1.168 partes e peças de material bélico.
A troca de dados agora permitirá um acompanhamento mais ágil das ocorrências, informando sobre exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos. O sistema de rastreamento será aplicável tanto em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, ampliando a eficácia das operações de fiscalização.
As autoridades brasileiras destacam que os Estados Unidos já compartilham informações que resultam em ações práticas. Isso inclui a identificação de armas de fogo e drogas ocultas em produtos como ração animal, demonstrando a importância da colaboração internacional.
ACORDO COM OS EUA
A equipe econômica do governo brasileiro anunciou uma parceria com a U.S. Customs and Border Protection (CBP) para combater o crime transnacional. A iniciativa, chamada de “Ação Brasil-EUA contra o crime organizado”, busca integrar esforços de inteligência e operações conjuntas.
O Projeto MIT (Mutual Interdiction Team) visa interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes, destacando a relevância do compartilhamento de dados entre os países. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que essa medida representa um passo significativo após conversas anteriores entre os líderes dos dois países.
Durigan enfatizou que o compartilhamento de informações sobre imagens em raio-x de contêineres será contínuo, permitindo uma identificação mais precisa de armas e drogas que possam estar sendo enviadas ao Brasil. Essa integração é vista como uma forma de potencializar a luta contra o crime organizado, que opera em redes internacionais complexas.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também apoiou a colaboração, afirmando que é essencial buscar parcerias globais para enfrentar facções criminosas que atuam em múltiplos países.
O Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, que enfrenta problemas legais, foi mencionado em um contexto de financiamento de viagens de autoridades, mas isso não deve desviar o foco das iniciativas contra o crime organizado.
DESARMA
O Desarma é uma ferramenta que permite o rastreamento e compartilhamento de informações sobre armas e materiais sensíveis entre Brasil e Estados Unidos. O sistema registra dados estratégicos das apreensões, facilitando a identificação da origem e o mapeamento de redes de comércio ilegal.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que, embora já houvesse compartilhamento de dados com a Polícia Federal, a ampliação para outros países é um avanço significativo. Isso permitirá que ações sejam tomadas de forma coordenada e mais eficaz.
Barreirinhas citou um caso específico de condenação na Flórida, onde um indivíduo foi preso por planejar o envio de peças de fuzil para o Brasil, evidenciando a necessidade de monitoramento constante e integração de esforços entre os países.
COMPARTILHAMENTO DE DADOS
O sistema proporcionará alertas às autoridades aduaneiras dos EUA, e há planos para estender esse compartilhamento a outros países. O Brasil poderá informar sobre exportadores e remetentes, sempre respeitando os acordos internacionais vigentes.
Essa nova abordagem permitirá uma resposta mais ágil e integrada nas operações de fiscalização, aumentando a eficácia do combate ao crime organizado. A colaboração entre Brasil e Estados Unidos teve início em janeiro de 2026, com foco em rotas sensíveis, como a região da Tríplice Fronteira.
TRUMP E LULA
Em dezembro de 2025, houve uma reunião entre o encarregado de Negócios dos EUA no Brasil e o ex-ministro da Fazenda,
