Meta enfrenta novo processo nos EUA por vício em redes sociais entre jovens
Meta enfrenta ação judicial por suposto vício em jovens nas redes sociais.
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, está sob a mira da procuradora-geral do estado de Massachusetts, que a acusa de criar deliberadamente produtos que viciam jovens. A empresa negou as alegações, afirmando que implementa diversas medidas para proteger a segurança de adolescentes em suas plataformas.
Recentemente, um júri concedeu US$ 6 milhões a uma mulher de 20 anos que alegou ter desenvolvido dependência de redes sociais na infância. Este caso é parte de um contexto mais amplo, onde a Meta enfrenta múltiplas ações judiciais em vários estados dos Estados Unidos.
Um dia antes, um júri decidiu que a Meta deve pagar US$ 375 milhões em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do Novo México, que a acusa de enganar usuários sobre a segurança de suas plataformas e permitir a exploração sexual infantil.
Além disso, 34 estados americanos estão movendo processos semelhantes contra a Meta em tribunal federal. A ação de Massachusetts é uma das várias iniciadas por procuradores-gerais desde 2023, incluindo uma ação recente de Iowa.
A acusação destaca que recursos do Instagram, como notificações automáticas e a rolagem infinita de conteúdo, foram projetados para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o “medo de ficar de fora”. Dados internos da Meta, segundo a ação, sugerem que a plataforma pode causar dependência e danos às crianças.
O estado argumenta que a Seção 230, que geralmente protege empresas de responsabilidade pelo conteúdo de terceiros, não se aplica a declarações consideradas falsas sobre a segurança do Instagram e as medidas de proteção para usuários jovens.
Um juiz de primeira instância concordou com esse argumento, afirmando que o estado busca responsabilizar a Meta por sua conduta comercial, não pelo conteúdo gerado por usuários.
