Produtores de maracujá no interior de SP adotam técnica inovadora para enfrentar preços baixos e desafios climáticos
Produtores de maracujá enfrentam desafios com queda de preços e buscam novas técnicas para aumentar a produção.
A vida de quem cultiva maracujá no interior paulista é marcada por dedicação e técnica, mas também por desafios constantes.
Em Gália (SP), um produtor mantém três hectares com 2,5 mil pés da fruta. No entanto, nem sempre o esforço se reflete no bolso: a caixa de aproximadamente 20 quilos agora é vendida por R$ 40, um valor bem inferior aos R$ 100 que alcançou no final do ano passado.
Além do preço, o clima também tem sido um vilão. As temperaturas mais baixas prejudicaram a formação da fruta em 2025.
Mesmo com os desafios, o produtor não desanima e aposta em um método próprio que desenvolveu para aumentar a florada e a produção, especialmente visando a melhor época de vendas, que é dezembro.
“No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias; quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro”, revela. Segundo ele, deixar apenas dois brotos resultaria em menos guias e, consequentemente, impediria de alcançar uma meta de duas mil caixas até dezembro.
A cerca de 40 quilômetros dali, em Alvinlândia (SP), outra família trabalha incansavelmente. Em um hectare, cultivam 830 pés de maracujá, cuidando de cada detalhe, como a crucial polinização manual.
A produção deste ano foi boa, e a expectativa é de um resultado ainda melhor que o do ano passado. “Para 2026, a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é de 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé”, projeta um dos produtores. Em termos de volume, isso significa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos.
A dedicação desses produtores garante não apenas o sustento de suas famílias, mas também a continuidade de uma cultura agrícola para as próximas gerações. “Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali”, ressalta um dos agricultores.
