Novo observatório reúne dados do campo para monitorar avanço da cigarrinha-do-milho
Iniciativa busca monitorar a Cigarrinha-do-Milho para proteger lavouras de milho.
Foi lançado nesta quarta-feira (27) em Uberaba, Minas Gerais, o projeto Rede Sentinela, um Observatório da Cigarrinha-do-Milho. A iniciativa visa monitorar e disseminar informações técnicas para auxiliar os produtores rurais no manejo de uma das principais pragas da cultura do milho.
O foco inicial do observatório são as regiões do Triângulo Mineiro e do norte do estado de São Paulo, locais estratégicos para a produção do grão. A proposta é fornecer dados que ajudem técnicos e produtores a antecipar a chegada da cigarrinha às lavouras, minimizando os impactos sobre a produtividade.
Durante o evento de lançamento, os organizadores enfatizaram a importância do monitoramento regional no controle da praga. “O público que esteve presente saiu com a mensagem da importância do monitoramento da cigarrinha e como essa ferramenta contribuirá para técnicos e produtores no campo”, destacou um especialista em entomologia agrícola.
Importância do monitoramento
A cigarrinha-do-milho é considerada uma praga-chave da cultura em todo o país, especialmente por atuar como vetor de doenças como o enfezamento vermelho, o enfezamento pálido e o vírus do raiado fino.
Com a presença do inseto já infectado no campo, inevitavelmente a planta será comprometida. Portanto, o monitoramento antecipado é visto como a principal ferramenta para evitar a disseminação dessas doenças.
Outro aspecto importante é a necessidade de ações coordenadas, uma vez que o controle isolado em uma propriedade não é suficiente. A cigarrinha se desloca facilmente entre áreas vizinhas, tornando o problema sistêmico.
Expansão futura
Com as informações geradas pela Rede Sentinela, os produtores poderão monitorar mensalmente a ocorrência da praga em suas regiões e tomar decisões mais acertadas no manejo.
Embora o projeto comece restrito ao Triângulo Mineiro e ao norte paulista, há potencial para expansão para outras regiões do país. Os dados coletados serão divulgados em boletins técnicos, que estarão disponíveis em um site específico.
