Disputa pelo governo do RS ganha novos nomes e registra desistências a menos de seis meses das eleições
Disputa pelo governo do Rio Grande do Sul ganha novos contornos a menos de seis meses das eleições.
Faltando menos de seis meses para as eleições gerais de outubro, o cenário político no Rio Grande do Sul apresenta mudanças significativas. Três pré-candidatos desistiram de suas postulações, enquanto um novo nome se junta à corrida pelo Palácio Piratini.
O atual vice-governador Gabriel Souza, do MDB, é um dos principais nomes na disputa. Com uma trajetória que inclui cargos de deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, ele defende a continuidade das políticas implementadas nas gestões anteriores. O MDB já conta com o apoio do PSD, que indicou o deputado Ernani Polo como vice. A coligação também inclui o União Brasil, PRD e Solidariedade.
Luciano Zucco, deputado federal e o mais votado nas últimas eleições, é outro forte candidato. Ele se apresenta com a maior coligação até o momento, mantendo vínculos com a família Bolsonaro. Zucco já garantiu o apoio de partidos como PP, Republicanos, Novo e Podemos, e anunciou a deputada estadual Silvana Covatti como sua vice.
Representando o PDT, a ex-deputada Juliana Brizola entrou na disputa após a recente adesão do PT, que, após intervenção da executiva nacional, decidiu apoiar sua candidatura. O PT está federado com o PCdoB e o PV, além de contar com o apoio do PSOL e do PSB, que estão em discussões sobre a continuidade do apoio e a escolha do vice na chapa.
Marcelo Maranata, prefeito reeleito de Guaíba, deixou o cargo para se candidatar ao governo. Ele está em campanha por diversas cidades do Estado e anunciou Betty Cirne Lima como sua vice, que migrou do MDB para o PSDB. O PSDB se prepara para enfrentar a aliança que reelegeu Eduardo Leite, que optou por mudar de partido em 2025.
O PSTU também entrou na corrida com a pré-candidatura de Rejane Oliveira, uma professora da rede pública e ex-presidente do CPERS Sindicato, que deve concorrer de forma independente.
Recentemente, Edegar Pretto, do PT, desistiu de sua candidatura após a intervenção da executiva nacional, o que pode levar o partido a apoiar Juliana Brizola. A situação também impactou outros postulantes, como Covatti Filho e Ernani Polo, que, após uma disputa interna no PP, acabaram fora da corrida. Ernani Polo, por sua vez, deixou o PP e agora é o vice na chapa de Gabriel Souza.