Países se opõem à presença de hipopótamos de Pablo Escobar por preocupações com mutação genética

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Colômbia enfrenta desafios para controlar população de hipopótamos invasores de Pablo Escobar.

A Colômbia enfrenta uma situação complexa com a população de hipopótamos introduzidos por Pablo Escobar, que se tornaram uma espécie invasora no ecossistema local. Alguns países se recusaram a receber esses animais devido a uma mutação genética, o que complica os esforços de realocação.

A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, informou que as tentativas de mover os hipopótamos do rio Magdalena não tiveram sucesso. A mutação genética identificada é uma das razões que levaram à recusa de outros países em aceitá-los.

Vélez destacou que essa mutação pode estar relacionada à pobreza genética dos hipopótamos, o que levanta preocupações sobre a saúde e a viabilidade da população. Atualmente, estima-se que existam cerca de 200 hipopótamos na Colômbia, e sem controle, essa população pode chegar a 500 até 2030.

Os hipopótamos colombianos são considerados uma ameaça aos ecossistemas nativos, causando desestabilização. Além disso, a endogamia entre os animais resultou em malformações, como anomalias na boca, conforme relatado pela ministra.

Os hipopótamos foram trazidos para o país na década de 1980, quando Escobar introduziu quatro exemplares em sua propriedade, que se transformou em um zoológico particular. Desde então, a população cresceu de forma descontrolada.

Para lidar com essa situação, o governo colombiano lançou um plano que inclui o sacrifício e a esterilização de hipopótamos. No entanto, essas campanhas são desafiadoras e dispendiosas, com cada abate custando cerca de US$ 14 mil e cada esterilização aproximadamente US$ 10 mil. As autoridades planejam iniciar essas ações no segundo semestre de 2026.

Além dos custos financeiros, os procedimentos médicos também apresentam riscos, como reações adversas à anestesia, que podem resultar em complicações para os animais e os veterinários envolvidos.

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