EUA Revelam Áudio de Bloqueio no Estreito de Ormuz: Ameaça de Força em Jogo

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EUA divulgam áudio de bloqueio a navios no Estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou a liberação de gravações de áudio que documentam o bloqueio naval realizado por navios norte-americanos no Estreito de Ormuz.

As gravações mostram ordens dos militares americanos para que embarcações se voltassem e se preparassem para serem abordadas. A mensagem é clara e direta: “Se você não cumprir este bloqueio, usaremos a força. Toda a Marinha dos Estados Unidos está pronta para impor o cumprimento pela força”.

O Estreito de Ormuz é uma rota comercial vital, sendo responsável por cerca de 20% do petróleo global. Este importante corredor marítimo enfrenta tensões crescentes, especialmente após a falha nas negociações entre Irã e EUA, que visavam um acordo para pôr fim a conflitos na região, incluindo a participação de Israel.

Embora o estreito não tenha sido completamente fechado, o tráfego de navios está severamente restringido. As autoridades iranianas têm permitido a passagem de alguns petroleiros de países aliados, mas com a condição de pagamento de um ‘pedágio’ que pode alcançar até US$ 2 milhões por embarcação. Além disso, embarcações iranianas continuam a operar livremente, garantindo uma fonte crucial de receita para o país.

Em um desdobramento recente, o CENTCOM informou que nove embarcações foram forçadas a retornar a portos ou áreas costeiras do Irã durante o bloqueio. Um petroleiro de grande porte e um navio graneleiro foram mencionados como exemplos de embarcações que cruzaram o estreito antes de serem redirecionadas.

O bloqueio naval dos EUA está se concentrando principalmente no Golfo de Omã e no Mar Arábico, ao sudeste do Estreito de Ormuz, e não diretamente sobre o estreito. Washington também declarou que as costas e portos iranianos estão sob bloqueio.

O Irã, por sua vez, respondeu com ameaças de bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho, caso o bloqueio americano persista. Tais ações podem ter implicações significativas para o comércio global e para os preços do petróleo, que já estão em alta devido à instabilidade na região.

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