Buscas por crianças no Maranhão se intensificam em áreas de mata e rio após 24 dias

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Polícia Civil do Maranhão intensifica buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal.

Após mais de três semanas de esforços, a Polícia Civil do Maranhão intensificou as investigações e as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. As crianças foram vistas pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

As operações de busca, que já duram 24 dias, estão agora concentradas em áreas de mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram a presença das crianças.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que as buscas continuam em regiões de difícil acesso, incluindo matas, rios e lagos, em paralelo a uma investigação rigorosa.

Martins também destacou que os detalhes das investigações não são divulgados para não comprometer o andamento das ações policiais. Ele se manifestou sobre uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo, classificando a informação como falsa e criticando a propagação de notícias enganosas relacionadas ao caso.

“Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, comentou o secretário.

A Secretaria de Segurança Pública esclareceu que todos os ouvidos até o momento foram chamados na condição de testemunhas e que qualquer informação diferente disso é considerada falsa.

Desaparecimento

As crianças desapareceram enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. O primo delas, Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado no dia 7 de janeiro e relatou que deixou os primos para buscar ajuda.

A área de busca, com cerca de 54 quilômetros quadrados, é caracterizada por vegetação densa e terreno irregular, com poucos acessos e a presença de açudes, o Rio Mearim e lagos.

Na última quarta-feira, Anderson, após receber alta hospitalar, ajudou nas buscas, mostrando aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada próxima ao rio.

Além disso, a Marinha está utilizando equipamentos de sonar para realizar uma varredura de 3 km no Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. Essa tecnologia permite mapear áreas submersas e produzir imagens do fundo do rio, mesmo em condições de baixa visibilidade.

Os trabalhos de busca prosseguem com prioridade na região do Rio Mearim, contando com o apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, enquanto as investigações continuam em busca de respostas para a família e a comunidade local.

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