Líderes Europeus Unem Forças para Manter Estreito de Ormuz Aberto enquanto Trump Lança Críticas
Trump critica a Otan após reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou descontentamento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em relação à reabertura do Estreito de Ormuz, destacando sua percepção de ineficácia da aliança militar em momentos críticos.
Recentemente, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, celebraram a reabertura do estreito e anunciaram planos para a criação de uma missão neutra e independente que assegurará a segurança da navegação na região. Este anúncio ocorreu durante uma cúpula em Paris, que contou com a participação de líderes de 49 países.
“Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão”, afirmou Starmer, ressaltando a importância da reabertura do estreito para a economia global.
A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada crucial, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa rota. Desde o início do conflito no Irã, a passagem havia sido praticamente fechada, gerando preocupações globais sobre o fornecimento de energia.
Embora a reunião tenha sido um passo significativo, a ausência de representantes dos Estados Unidos foi notável. Trump, em uma publicação nas redes sociais, criticou a Otan, afirmando que a organização foi “inútil” quando mais precisava de apoio, e sugeriu que sua ajuda seria desnecessária.
“Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de alguma ajuda. Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!”, declarou Trump.
Macron e Starmer têm liderado esforços para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã, com o objetivo de garantir que a navegação no Estreito de Ormuz permaneça segura. Starmer enfatizou que a reabertura do estreito é uma responsabilidade global e que a comunidade internacional deve agir rapidamente para restabelecer o fluxo de energia e comércio.
A cúpula em Paris representa uma tentativa de países que não estão diretamente envolvidos no conflito de mitigar os efeitos de uma guerra que não iniciaram, mas que afetou significativamente a economia global. A missão proposta será estritamente defensiva e contará com a participação de nações que não estão em conflito.
