Tendências de IA do Vale do Silício são incorporadas ao varejo brasileiro

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Debate no VTEX Day 2026 destaca o impacto da inteligência artificial no mercado brasileiro.

O palco Global Vision foi o cenário de um debate estratégico no segundo dia do VTEX Day 2026, onde líderes do setor discutiram as tendências que estão moldando o futuro do mercado brasileiro, inspiradas nas práticas do Vale do Silício.

Com a presença de representantes da Qualcomm, ElevenLabs e Genesys, o painel abordou a evolução da inteligência artificial, que está se transformando de uma simples ferramenta de automação em um elemento crucial para a personalização e a identidade das marcas.

A vice-presidente e líder regional de vendas da América Latina da Genesys destacou que a vantagem competitiva está nas empresas que implementam a IA de forma intencional e estratégica. Para ela, a combinação de inteligência artificial com interação humana é fundamental para criar experiências valiosas para os clientes.

Amanda Andreone alertou que a falta de personalização pode levar à insatisfação do consumidor, com 34% dos clientes abandonando marcas devido a experiências ruins. Ela enfatizou a importância dos copilotos de IA para facilitar interações mais empáticas e sensíveis.

O que é “Sonic Branding”?

Outro ponto discutido foi o estilo de consumo de IA no Brasil. O gerente-geral da ElevenLabs no Brasil mencionou que os brasileiros consomem quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que em outros países, evidenciando uma conexão cultural única com a voz.

Ele acredita que o sonic branding, que envolve a personalização da voz da IA, será a próxima grande tendência, especialmente adaptada ao contexto brasileiro. Questionou os participantes sobre como seria a voz de uma máquina se tivesse uma identidade vocal própria.

Para Brunno Santos, cada empresa deve criar sua própria identidade vocal de IA, transformando o atendimento operacional em um processo mais ágil e com personalidade, visto que atualmente representa uma parte significativa das demandas.

A era dos agentes autônomos

O investimento em infraestrutura também foi um tema central. O presidente da Qualcomm para a América Latina destacou que os bilhões de dólares investidos em data centers estão capacitando máquinas para desempenhar funções cada vez mais complexas.

Ele previu que a próxima grande tendência econômica, com potencial de trilhões de dólares, será a dos humanoides, que exigirão latência mínima para ações imediatas. O executivo expressou que, no futuro, cada pessoa poderá ter seu próprio agente, que funcionará independentemente da plataforma utilizada.

No entanto, ele ressaltou que a tecnologia não pode substituir o desejo humano em nichos específicos, como produtos de luxo. O que os clientes valorizam é a experiência humana, principalmente em compras de alto valor, como um Rolex.

O painel concluiu que, apesar da direção autônoma que a IA está tomando no Vale do Silício, o sucesso no Brasil dependerá da capacidade das marcas em compreender o contexto de cada cliente, utilizando a tecnologia para antecipar necessidades sem perder a conexão humana.

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